sábado, 29 de novembro de 2008

Um dia...

O tempo vai passando e lá vou eu apagar as velinhas de novo. Todo fim de ano é a mesma coisa: já inicio o ano tensa preocupada com a nova idade que terei a partir de fevereiro. Confesso que isso começou a me angustiar há três anos. Hoje, essa angústia vem em doses mais violentas. A cobrança interna, da cronologia, da sociedade e da família para ser mãe me traz um eterno sentimento de culpa. Quero muito engravidar, mas estou cheias de planos e sei que se tiver um baby por agora terei de retardar alguns projetos que, futuramente, irei me arrepender. Mas também penso que não tenho o controle da situação e que posso "evaporar" a qualquer momento. Tenho tentado não pensar muito nisso e viver cada fase com sabedoria.

Com a maturidade, percebi também que não devemos sonhar envolvendo outras pessoas, porque podemos sofrer por isso. Por exemplo, eu sempre tive em mente que só casaria entrando na Igreja se meu pai estivesse vivo. Era um sonho meu. Tive a sorte de realizar, mas que poderia não ter acontecido dessa forma. Ou seja: com isso aprendi que sempre somos os culpados das nossas frustrações. Mesmo que o outro nos faça sofrer, a frustração só vem se criarmos uma expectativa predatória em torno da questão.

Diariamente, vejo que a vida é mesmo uma grande passagem e que tudo ocorre de acordo com a maneira que a enxergamos. Sempre vivenciaremos situações que nos remeterão automaticamente a um estado de decodificação do que, naquele momento, estava embaçado. Ainda bem. Espero ter saúde para dar risada do que passou e esperança para o que está por vir.

Um Dia...
Mário Quintana


..Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas
as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

"Para viver a dois, antes, é necessário ser um"

Já comecei a traçar o que quero e não quero para 2009. Entre todos os meus 1.452 projetos para os próximos 5 anos, um deles é escrever um livro. Já defini o tema e parte dos personagens. Mas ainda é tudo muito prematuro. O que posso garantir é que até título ele já tem. Não quero antecipar para não atrair muitos olhares e, na verdade, projeto não é notícia (rs), por isso ainda não posso noticiá-lo. Mas já estou aqui pensando na minha cabecinha o tempo que utilizarei para adentrar nessa história. Não penso num romance, nem em crônicas e muito menos poesia. Apesar de ser boa de rima, a poesia não consegue imprimir meus sentimentos. Fico travada. Esse talento de meu pai não foi hereditário. Ele que é bom de poesia. Tem cada uma que você senta e chora. Adoro ler poesias. É apaixonante, reconheço. Adorava estudar literatura e os princípios fundamentais dos versos (métrica e rima). E a sílaba tônica do verso? Nossa.. ficava com os olhinhos brilhando, "viajando" no que a professora falava... É verdade, mesmo sabendo que no fundo, no fundo, os grandes poetas não ficam contando as sílabas para formar um Soneto. Acho que acontece. Vai além do que a ciência pode explicar. Mas falar de poesia sem falar de amor parece que falta algo. Por isso, gostaria de compartilhar com vocês um pequeno poema de Fernando Pessoa que não fala apenas de amor, mas de autoconhecimento. 



"Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um".
 

É bem verdade tudo isso. Antes de compartilharmos nossos sentimentos precisamos respeitá-los  de forma individualizada e sem a necessidade da reciprocidade do outro. Acho que isso pode render um bom post. Vou pensar nisso. 

P.A.Z !!!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

"Um dia encontro a minha paz na praia ou na cachoeira..."

Sou agitada. Hiperativa, talvez. E daí a minha dificuldade em ficar tranqüila. Sempre estou buscando novos desafios e novas "loucuras". Sou movida a isso. Gosto do novo, do inusitado, do imprevisto. Tudo que é muito comum me incomoda. Odeio pessoas normais e o politicamente correto. Não sou amiga da rotina e muito menos do comodismo. Falo cantando. Durmo pensando. Converso gesticulando. Sempre fui assim e vivo feliz dessa forma. Aliás, vivo infeliz quando me sinto parada. Sem novidades. Sem entusiasmo. Sou contraditória. Sou coerente. Sou sensata, às vezes louca. Oscilo humor quase sempre. Depende do dia, do desenrolar da minha história. Muitas vezes, acordo o dia desejando o mesmo que Luciana Mello: "hoje eu só quero que o dia termine bem". E, para mim, isso ocorre quando meus amigos e familiares estão gozando de boa saúde, quando consigo alcançar bons resultados no meu trabalho, meu marido está feliz e estou cheia de sonhos. Muitos fatores para um dia terminar bem, né? rsrsrs Graças a Deus, ultimamente tenho tido mais dias tranqüilos do que estressados. Ainda bem! Porque de estressada já basta eu... hahahahahah 

Hoje, nesta terça-feira de chuva, o que me resta é trabalhar. Estou atolada de textos para fazer e bolando alguns planos para a nossa empresa nos próximos meses. É esperar para ver! :)

No mais é isso...


Como sempre, colocarei aqui uma mensagem de otimismo para você e para mim, é claro... kkkk Esse texto, por exemplo, já li 1.521 vezes. Vale a pena!

RECOMEÇAR

Não importa onde você parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…

Chorou muito?
foi limpeza da alma…

Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…

Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos…

Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…

Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal
Um corte de cabelo arrojado…diferente?
Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a
pintar…desenhar…dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…

Olha quanto desafio…
quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.

Tá se sentindo sozinho?
besteira…tem tanta gente que você afastou com o
seu “período de isolamento”…
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.

Recomeçar…
hoje é um bom dia para começar novos
desafios.

Onde você quer chegar?
ir alto…sonhe alto… queira o
melhor do melhor… queira coisas boas para a vida…
pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos…
se pensamos pequeno…
coisas pequenas teremos…

já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho
de coisas tristes…

fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de
cinema, bilhetes de viagens…
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados…
jogue tudo fora… mas principalmente…
esvazie seu coração… fique pronto para a vida…
para um novo amor…

Lembre-se somos apaixonáveis…
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes…
afinal de contas…
Nós somos o “Amor”…

” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura.”


(autor: Paulo Roberto Gaefke
)

domingo, 23 de novembro de 2008

"Nunca deixem que lhe diga que não vale a pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo ou que você nunca vai ser alguém"

São 00h15 de domingo e já sinto que terei uma longa noite acordada. Dormi à tarde e estou aqui sem sono algum. Cansei de zapear o controle remoto para ver se encontro algo na TV e foi então que resolvi navegar pela Net e escrever aqui no blog, que funciona como uma grande terapia para mim. Claro que, infelizmente, tudo que escrevo passa por uma certa edição pessoal para evitar uma exposição desnecessária, mas sei que através da escrita consigo dissipar ideias (não vou me acostumar escrever idéia sem acento... que mudança ortográfica insuportável... ) que me deixam aflita de alguma maneira. Pensei em voltar a ter aquele diário adolescente em formato de agenda Capricho! (hahahahah) Mas estou ficando velha, sei disso, e acho que ficaria com vergonha... rsrsrs

O que me motivou a escrever aqui nesse momento vem da minha história de vida. Se você me perguntar qual o melhor desenho, sem dúvida, responderei: "o Fantástico Mundo de Bob". Eu amava muito esse desenho, porque achava Bob o máximo e seu lado sonhador ia de encontro com o meu também. Claro que ele usava e abusava de hipérboles surreais (hum... às vezes exagero, confesso), mas eu me "amarrava" em suas estórias. Sempre fui sonhadora. Sempre acreditei em príncipe encantado e sempre gostei de transformar sonhos em realidade. Outras, desviei o foco. Quando pequena sonhamos muito: o que vamos ser, o que queremos ter, qual tipo de amigo terei, com quem vou casar, entre outros... E quando garotinha já sonhava em ser jornalista, mas também queria ser cantora-atriz-apresentadora-popstar! hahahahaha É verdade. Queria ser famosa. Fiz alguns cursos de teatro, interpretação pra TV, garota propaganda, mas me desencantei com esse universo quando passei a ter acesso a realidade daquilo tudo. Sonhava em ser repórter e hoje nem sob tortura seria. É impressionante como mudamos de opinião a partir do momento em que passamos da etapa do sonho para a etapa da realidade. 

Para mim, o que Renato Russo afirma na canção Mais Uma Vez e que virou o título desse blog é um mantra. Ninguém tem o direito de tirar o sonho de ninguém e quem tentar destruir qualquer sonho (o menor, deles)meu  irá se deparar com uma fera. Talvez "uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel" ou prefiro ameaçar com os versos da canção Sereníssima, também de Renato Russo. "Tente me obrigar a fazer o que não quero e logo vai ver o que acontece..." 

Não importa quantos anos você tem e a sua condição de vida. Sonhar é um direito de todos nós e que nos faz um bem danado. Mas como sou aquariana e gosto de desafios, muito mais do que sonhar, para mim, o meu grande prazer é  correr atrás para realizar isso. E esse assunto é bem pertinente nesse momento, já que estamos em clima de Ano Novo. Já comecei a listar o que QUERO e VOU fazer em 2009. E você? Já fez a sua lista? Se Deus quiser, conseguirei fazer, pelo menos, 80% do que sonho. Alguns requerem mais tempo. Outros são mais imediatos. Alguns precisam de dinheiro. Outros, de sorte. Alguns demandam atitude. Outros, cautela. O mais importante disso tudo é que tenho muitos sonhos e quem quiser que fique se "bulindo". Temos apenas uma vida (pelo menos com essa cabeça e esse corpinho... rsrsrs) e não devemos, em hipótese alguma, deixar de sonhar nossos sonhos para não sonhar sonhos de outrem. Cada cabeça é um mundo e disso não abro mão. E se você não tem sonho? Só lamento. Posso estabelecer uma analogia com Shakespeare, quando disse: "se existe alguém que passou na vida e não amou, não viveu, só passou". O mesmo eu digo para que não sonhou. 

Para refletir, um bendizer: 

1) Pelo menos 5 pessoas no mundo tanto lhe amam que poderiam até morrer por você;
2) Pelo menos 15 pessoas no mundo lhe amam de alguma forma;
3) A razão que faria alguém lhe odiar seria a vontade que ela tem de ser como você;
4) Um sorriso seu pode trazer felicidade a alguém, mesmo que esta pessoa não goste de você; 
5) Todas as noites alguém pensa em você antes de dormir; 
6) Você é o mundo de alguém;
7) Sem você, alguém pode não conseguir sobreviver;
8) Alguém cuja existência você desconhce te ama;
9) Você é especial e único(a) de alguma forma;
10) Mesmo quando você faz a maior burrice de sua vida, algo de bom acontece;
11) Quando você pensa que o mundo virou as costas pra você, pense bem: você pode ter virado as costas para o mundo;
12) Quando você acha que não tem a menor chance de conseguir, provavelmente, você não conseguirá. Mas, se você acreditar em si mesmo (a), cedo ou tarde,  você conseguirá.
13) Lembre-se sempre dos elogios feitos a você, nunca das palavras rudes.
14) Sempre diga as pessoas o que você sente por elas. Você se sentirá bem melhor;
15) Se você tem um grande amigo, faça com que ele saiba disso.


No mais...

Tenham uma ótima semana... e sonhem!!!

"Você não dá nada a ninguém, vá se danar" (Zeca Baleiro)

Zeca Baleiro anda tão revoltado quanto eu! (kkkkk) A nova música desse cara (que eu sou fã, diga-se de passagem) é tão real que quando ouço fico horas depois dizendo "você é má, você é maluca..." risos Sei lá, lembro de pessoinhas que já passaram em minha vida. A sensação dessa canção, para mim, é a mesma da música "Não Enche", de Caetano Veloso. "Me larga, não enche. Você não entende nada e não vou fazer você entender..." Claro que a temática é um tanto quanto diferente, mas a revolta verbal é muito similar. Adoooooro!!! risos

Acho que essa do Zeca Baleiro fica na cabeça da gente porque, além de ter uma melodia gostosa e fácil, se aproxima dos relacionamentos diários. Quem aqui nunca disse que fulana é má e cicrana também? risos Quem aqui nunca ficou boquiaberta (o) com atitudes de um conhecido a ponto de pensar: "putz, que pessoa é essa? Eu nunca faria isso?". Claro que tudo isso que estou falando beira o senso comum. O senso crítico diz que todos nós temos um lado mau e que Freud e a sua psicanálise explicam. É verdade, mesmo. Já me peguei pensando besteirinha quando me senti lesada. Hoje, consigo dissipar mais essa "má" energia, porque isso só faz mal a gente mesmo. Por isso, meu bem, reze para atrair boas pessoas em sua vida. As ruins, deixe na prateleira. Ninguém merece. 


Mudando de assunto...

Ontem acordei com um desejo louco de comer caranguejo. Senti o cheiro desse crustáceo temperado com gotas de dendê e logo comecei a operação "Preciso Comer Caranguejo Hoje" com Queridão! E não é que deu certo? hahahahah À noite, fomos para a Cabana da Cely, um barzinho super trandicional quando o assunto é caranguejo. Ligamos para alguns amigos e nos encontramos horinhas depois. Estiveram presente: Léo e Simone, Xorão e Marina, um casal amigo de Xorão e uma amiga nossa, Bessa, que também apareceu lá mais tarde. Foi super bacaninha. Além de matar a minha vontade, conversamos sobre o passado, juventude e aventuras insanas na busca pela maturidade. Foi tão bom recordar situações e pessoas que já passaram em nossas vidas. Saudades! (risos) Voltamos para casa, dormimos e aqui estou eu: com refluxo! Basta eu comer muito ou tomar cervejinha que o estômago começa a dar sinal de vida... Quem era Gabinha, hein? hahahahaha 

No mais é isso...

Fiquem com a música de Zeca Baleira e cantem em alto e bom som... É terapêutico... ahahahaha


você é má

zeca baleiro

Composição: Joãozinho Gomes

Vá se danar!
Você dá nada a ninguém
Nem um olhar
Nunca falou tudo bem
Tem, mas não dá
Sorrir jamais lhe convém
Você é má
Mas há de ter um bem

Você dá nada a ninguém 
Vá se danar!
Danada, não perde o trem
Sabe nadar
Mas nada sabe de alguém que sabe amar
Eu quero ser seu bem
Você é má

Você é maluca
Você é malina
Você é malandra
Só não é massa...
E você magoa
E você massacra
E você machuca
E você mata!

Vá se danar!
Você dá nada a ninguém
Nunca dará
Nem mesmo um simples amém
A deus dirá
Diz que não vai à belém
Você é má
Mas pode ter um bem

Você dá nada a ninguém
Vá se danar!
Danada, finge tão bem
Sabe negar
Jamais dá a quem tem demais pra dar
Mas eu serei seu bem
Você é má

Você é maluca
Você é malina
Você é malandra
Só não é massa...
E você magoa
E você massacra
E você machuca
Você mata!


E agora a versão no vídeo... 




sábado, 22 de novembro de 2008

Mais um daqueles questionários...

Hoje é sábado, ainda bem! J Dia de me isolar do mundo, desligar o celular, tirar o telefone do gancho e me recolher. Pensar no que quero e vou fazer daqui pra frente. Todo fim de ano é a mesma coisa. Pensar, pensar e pensar. Tenho repensado em alguns sonhos que quero realizar nesta vida, mas isso vou deixar para um próximo post. Hoje, aproveito esse questionário para revelar um pouco mais sobre mim...

 

Há 10 anos

  • Tinha 15 anos;
  •  Vivia com os meus pais;
  • Já estava noiva;
  • Pensava em ser cantora e atriz;
  • Dava banca;
  • Era magra
  • E feliz! 


Há 5 anos

  • Estava há 1 ano na faculdade de jornalismo;
  • Estava solteira há 1 ano e feliz da vida;
  • Ia para balada de sexta a domingo;
  • Comecei meu primeiro estágio em jornalismo;
  • Fiz grandes amigos!


Há 2 anos

  • Estava me preparando para casar;
  • Meus pais se separaram;
  • Abri uma empresa de comunicação;
  • Briguei com parte da minha família;
  • Comecei a engordar.  


Há 1 ano

  • Passei a ser dona de casa;
  • Aprendi sobre o mercado de comunicação;
  • Fiz minha primeira viagem para fora do Brasil (Buenos Aires);
  • Refiz amizades.


Ontem

  • Trabalhei o dia inteiro;
  • Escrevi no blog;
  • Falei com uma amiga ao telefone;
  • Almocei coração de galinha que tanto gosto.


Hoje

  • Acabei de acordar;
  • Não penso em fazer nada;
  • Quero assistir algum filme romântico e meloso.


Amanhã

  • Descansar;
  • Se não chover, quero ir à praia;
  • Escreverei no blog.


5 coisas sem as quais não consigo viver

  • Sonhos
  • Paixão
  • Desafio
  • Comida
  • Dormir


5 dos meus maus hábitos

  • Ansiosa
  • Pavio curto
  • Insegura
  • Baixa auto-estima
  • Crítica

5 coisas que você não suporta

  • Que me subestimem;
  • Que abusem da minha boa vontade;
  • Injustiça
  • Fazer média só para agradar
  • Indiferença

 5 programas/séries televisivas que gosto

  • Oprah Winfrey
  • The Hillls
  • Saia Justa
  • Medicina de Peso
  • Irritando Fernanda Young


3 coisas que me assustam

  • Morte ;
  •  Ambientes novos;
  • Pessoas falsas.

    5 bandas/músicos favoritos

  • Ana Carolina;
  • Los Hermanos;
  • Marisa Monte;
  • Vanessa da Mata;
  • Enya.


3 coisas que gostaria muito de fazer neste momento

  • Viajar sem ter dia para voltar;
  • Tomar café;
  • Sair por aí (sem rumo).


5 lugares que gostaria de visitar quando em férias e que ainda não conheço

  • Los Angeles (EUA)
  • Aruba
  • Paris
  • Amsterdã
  • Gramado

5 coisas que lhe agradam

  • Sair com os amigos
  • Sorriso de criança
  • Romantismo
  • Navegar pela Internet
  • Finais de semana em família 
Como você se vê daqui a 5 anos

  • Mãe de dois filhos;
  • Professora universtária;
  • Concluindo Mestrado;
  • Viajante. 

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

"É necessário matar muitos amores para que se chegue ao amor" (Rémy Gourmont)

Depois do post baixo-astral que escrevi há poucos minutos, resolvi escrever sobre um tema que, certamente, interessará grande parte dos leitores do meu blog. E gente, preciso confessar. Tenho um sistema de acessos aqui no blog que identifica não apenas a quantidade de leitores diariamente, mas também como eles chegam aqui ao Bendizer. Acredita que tem quatro leitores assíduos que sempre buscam na Internet a palavra Gaby Lacerda, Bendizer blogspot ou Bendizer Gaby Lacerda, no Google? Fico feliz em saber que algumas pessoas se interessam por minha vida ou se identificam com o que escrevo, afinal, esse blog é tão pessoal. O tema dele? Palavras de otimismo ou não e a minha visão de mundo. Pena não conseguir identificar essas pessoas e, para ser sincera, acho que se ainda não mandaram e-mail ou comentário é porque preferem o anonimato. Não tem problema. Fiquem à vontade! (risos) 

Mas o que quero falar hoje aqui no blog não é nada disso. Eu assisto A Favorita. Assisto desde o começo, quando achava que a Flora era a boazinha e a Donatella a vilã. Entre tantos núcleos interessantes, pego o gancho da relação entre Irene e Copola. Namoraram na juventude, mas se separaram por medo de tentar. O tema deles poderia ser a canção Último Grão, da Isabela Taviani. Um verso diz assim: "eu e você podia ser, mas o vento mudou a direção..." Admiro o lado racional da Irene, que reconhece que após 50 anos separados e já com a vida toda refeita não quer destruir um casamento de bodas de ouro com seu marido Gonçalo. Mas também admiro a paixão de Copola ao pensar que sempre há tempo para realizar sonhos antigos e um amor juvenil. 

Amores mal-resolvidos sempre existirão não apenas na telinha, mas também na vida real. Faz parte do cotidiano de qualquer cidadão, independente do local e cargo que ocupe, e também já inspirou muitos autores, como Arnaldo Jabor, que, muito sabiamente, escreveu um texto realista e contemporâneo com essa temática(leiam abaixo). Além dele, Martha Medeiros aproveitou um gancho de um amor platônico para escrever lindas palavras (leiam abaixo também), entre outros. Eça de Queiroz, por exemplo, acreditava que o amor mal-resolvido (aquele impossível porque está completamente recheado de orgulho, medo e desesperança) é o amor pleno. "O amor eterno é o amor impossível. Os amores possíveis começam a morrer no dia que se concretizam" (Eça de Queiroz). Profundo, né? Mas não sei se concordo com isso. Renderia outro post. 

O que posso generalizar com muita ousadia é que todos nós - ou a grande maioria que já se apaixonou nessa vida - já vivemos um amor que ficou no "quase"; um amor que ficou num desesperador "se" e num esperançoso "quando". Se você nesse momento estiver passando por isso, cautela. O coração é muito traiçoeiro, afinal, vivemos de escolhas e são elas que alimentam as nossas lembranças. 

Para finalizar, seguem os dois textos lindos sobre amores não cicatrizados. Espero que gostem. 

AMORES MAL-RESOLVIDOS
(Arnaldo Jabor)

Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40º umaestação de metrô a rua principal do centro da cidade.Metade deste povaréu sofre de Dor de Cotovelo. Alguns trazem dores recentesoutros trazem uma dor de estimação mas o certo é que grande parte dessesrostos anônimos tem um Amor Mal resolvido uma paixão que não se evaporoucompletamente mesmo que já estejam em outra relação.Por que isso acontece?Tenho uma teoria ainda que eu seja tudo menos teórico no assunto. Achoque as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nosassombrando não foram amores consumidos até o fim. Você sabe o amor acaba.É mentira dizer que Não. Uns acabam cedo outros levam 10 ou 20 anos paraterminar talvez até mais. Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa:lembrança amizade parceria parentesco e essa transição não é dolorida seo amor for devorado até o fim. Dor de cotovelo é quando o amor éinterrompido antes que se esgote. O amor tem que ser vivenciado.
Platonismo funciona em novela mas na vida real demanda muita energia semfalar do tempo que ninguém tem para esperar. E tem que ser vivido em suatotalidade. É preciso passar por todas etapas:atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim. Como já foi dito estetrajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anosmas é importante que transcorra de ponta a ponta senão sobra lugar parafantasias idealizações enfim tudo aquilo que nos empaca a vida e nosimpede de estarmos abertos para novos amores.Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote ficamosimaginando as múltiplas possibilidades de continuidade tudo o que a gentepoderia ter dito e não disse feito e não fez. Gaste seu amor. Usufrua-o atéo fim. Enfrente os bons e maus momentos passe por tudo que tiver quepassar não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem desde oadocicado do início até o amargo do fim mas não saia da história na metade.Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo fechando o próprio ciclo.Isso é que libera a gente para ser feliz novamente.

Pedaço de Mim

(Martha Medeiros)

Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante


Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo
.

"Quanto mais violenta a tempestade, tanto menor a sua duração"


Estou començando a concordar com Guimarães Rosa, quando diz que "felicidade se acha em horinhas de descuido". O tempo fechou por aqui. Parece que não foi apenas a frente fria que veio do Sudeste para cá, neste sexta-feira. Uma nuvem passageira está parada neste momento. Sinais de mudança. Frio na barriga. Medo. Certeza de novos tempos. Angústia. O que será que está por vir? Ansiedade. 


Para refletir: 

"Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..." (Fernando Pessoa)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

"O dinheiro não traz felicidade para quem não sabe o que fazer com ele" (Machado de Assis)

Quando era pequena e até mesmo adolescente não pensava muito em dinheiro. Aliás, minha relação com ele sempre foi de liberdade. "Trabalhei, ganhei e gastei". Talvez por isso, tive tanta dificuldade para entender o quanto ele é importante para uma vida mais tranqüila. Quero dizer com isso que o dinheiro, para mim, não traz a felicidade plena, mas traz uma estabilidade capaz de deixar nossos corações aliviados (daí a felicidade). Imagine não ter dinheiro para as necessidades básicas? Sei que milhares de brasileiros passam por isso. Com a crise mundial, o dinheiro voltou a ser tema central nas conversas aleatórias, nas filas do banco (lugar ideal... kkkk), nos jornais e com a família. Alguns, vivem por dinheiro. Outros, morrem. Eu, graças a Deus, não estou inserida nesses extremos. Gosto de dinheiro suado e só hoje aprendi a economizar. Só gasto o estritamente necessário e aprendi com meu pai que é preciso deixar o supérfulo de lado para colher algo mais sólido lá na frente. 

Sei que algumas culturas reforçam o capitalismo extremo e tudo se resume em $$$$$. Deus me livre, mas preferia morrer do que viver assim. Quem nunca desejou ter muito dinheiro para fazer tudo o que quisesse, atire a primeira pedra. Mas com o tempo percebi que quanto mais rico, mais ridículo. As pessoas esquecem de que é preciso cuidar da mente. É preciso ter sabedoria e cautela. Eu, por exemplo, não sei se queria ganhar na loteria. Acho que ficaria "louca" ou subiria para a cabeça. Da noite para o dia ficar rica? Confesso, que não está nos meus planos isso. Não é falsa modéstia, mas reconheço que dessa forma seria mais uma rica sem noção na multidão. Por isso, quero ter saúde e força para trabalhar muito e, aí sim, construir uma vida mais confortável. Acho que dessa forma terei tempo hábil para amadurecer minha relação com o dinheiro. Quantas pessoas ricas você conhece e quantas tomam calmantes e anti depressivos? Putz... basta abrir as páginas das revistas de celebridades. 

Tem algo mais fútil do que comprar um sapato de R$ 15 mil? Gente, pelo amor de Deus. É muita soberba. Alguém precisa de um sapato de R$ 15 mil para ir a uma festa? Ninguém. É dar muita vazão à própria vaidade. Tiazinha (lembram da Suzana Alves?) disse uma vez que quando estava no auge da sua carreira chegou a comprar um sapato de R$ 15 mil e esse foi o seu maior arrependimento. Isso porque, logo em seguida a carreira foi por água abaixo e precisou vender não só o sapato (dessa vez, bem desvalorizado) como a própria casa estimada em R$ 1 milhão. Ela foi apenas uma que teve a coragem de dizer abertamente que exagerou e que deveria ter agido de outra maneira. Sei que cada um tem o direito de fazer o que quiser, principalmente com o seu dinheiro, mas também é preciso assumir as conseqüências disso (conheço cada história cabeluda de gente que um dia estava lá em cima e hoje estão na pior... Deus é mais!). 

O mesmo ocorreu dia desses assistindo ao programa Dr. Hollywood da Rede TV! Gente, o que é aquele cirurgião? Ele é brasileiro e atende as celebridades dos EUA no seu mega-hiper-luxuoso consultório em Los Angeles - lugar onde só se respira dinheiro, moda, status e vaidade. Lá, as pessoas só pensam em "ter". É impressionante. Todos os realities que têm como cenário LA são repletos de ganância, falso poder e, é claro, dinheiro. O desse Dr não é diferente. Num episódio recente, ele contou que ganhava 80 dólares por mês aqui no Brasil. Hoje, nos EUA, ele tem uma casa de 18 milhões de dólares. Só a mesa da sala dele custou 60 mil dólares. A cozinha que, segundo ele já estava pronta, foi reformada recentemente. Quando ele gastou? 1 milhão de dólares. A casa tem elevador, mas ele se quer sabe usar (ele mesmo disse isso). No banheiro, há frigobar. Ele faz o número 1 ou número 2 tomando coca-cola? Que nojo! Além disso, ele revelou que usa mais de 30 tipos de cremes para cuidar da imagem e só usa paletó Versace. Sua paixão? Gravatas! O mais interessante que achei nesse relato foi o kit sobrevivência que ele tem em caso de emergência em casa. Ele disse que em Los Angeles há muito terremoto e chuvas "pesadas", por isso mantém um armário com uma tonelada de alimentos enlatados. 

Fiquei horrorizada com a vida desse Dr e, Deus que me perdoe, não quero passar por isso nenhum dia. Acho que deve ser uma provação pior do que passar fome. É ser muito sem noção, "babaca" e supérfulo. Imagine me preocupar em reformar uma cozinha por 1 milhão de dólares? Será que não existe algo mais produtivo para gastar esse dinheiro? O mundo é mesmo louco. Enquanto um cara desses tem muito, outros não têm nada. Não tiro o mérito dele, não. Estudou, ralou e conseguiu "subir na vida". Mas é preciso ficar atento as conseqüências disso, aos nossos valores morais. Deus me ajude a não deixar o dinheiro falar mais alto do que a minha sã consciência. E, se algum dia ganhar muito dinheiro e ficar assim, como esse Dr, por favor, me internem. 

Essa tal felicidade...


FELICIDADE REALISTA 

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo, buscar lá d entro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.


Mário Quintana

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Recém-casados, recém-brigados?

Esse é o título de um programa da TV americana, que traz o desabafo de maridos e esposas sobre o dia-a-dia do casamento. São jovens que acabaram de se casar (dois anos, no máximo) e que contam as suas decepções com o convívio diário. E essa atração me fez pensar em mim, em Thi e em nosso casamento.  Como diz Renato Russo, "enquanto a vida vai e vem você procura achar alguém que um dia possa lhe dizer quero ficar só com você". E é verdade, mesmo.  Passamos a vida inteira procurando "a tampa da panela", a cara-metade, a alma gêmea. E quando encontramos, além do friorizinho na barriga e a levantada de perna durante um beijo, desejamos oficializar essa união. Damos vazão - principalmente, nós mulheres - ao imaginário infantil da Igreja, do vestido de noiva e da troca de alianças. Aqui em casa foi um pouco diferente. Thi foi quem insistiu para fazermos uma cerimônia tradicional. Como me considero uma mulher à frente do meu tempo, poderia ter casado sem ser na Igreja. Queria que tivesse sido na praia, com vestido leve e sem véu. Mas, confesso, que amei o resultado do casamento na Igreja e, graças a Deus, Queridão insistiu. Valeu a pena! 

Mas voltanto ao programa de TV, sei exatamente o que os casais abordam ali. De fato, a convivência a dois é difícil. E agora entendo porque as pessoas mais velhas temem que nós, jovens, casemos cedo. Normalmente, vem com um discurso pronto, dizendo que é para esperar mais, que é preciso curtir a vida primeiro. Concordo em partes. Acho sim, que antes de casar devemos curtir muito, se aventurar, quebrar a cara e também amar e desamar. Faz parte do processo de amadurecimento. Mas, para mim, "o curtir a vida" não é o ponto primordial de quem vai subir ao altar, mas sim, as diferenças do casal. Se qualquer amiga minha casar hoje, serei categórica: "amiga, more junto primeiro, conheça os hábitos, a cultura, a base familiar". Eu e Queridão tivemos dois meses morando praticamente juntos, mas depois que nos casamos, de fato, percebemos que aquela convivência ainda sim foi superficial. Superficial, porque estávamos movidos e ansiosos com o casamento. Superficial, porque as responsabilidades domésticas eram divididas com nossos pais. Superficial, porque cedíamos mais do que hoje. Com a troca de alianças, tivemos que encarar, definitivamente, a vida adulta. Contas, água, luz, telefone, supermercado, pós e outras coisitas más. Daí vem a cobrança dos filhos. Não agüento mais falar sobre isso. Essa fase, sim, só irei experimentá-la quando me sentir preparada. Ainda é cedo. Quero ser mãe com toda pompa (kkkk) e, para isso, estamos ralando e muito. 

Temos sorte de termos um relacionamento sincero e sem preocupações extra-conjugais. Somos tranqüilos quanto a isso, mas, é claro, somos diferentes. Fomos criados de formas diferentes e é nesse ponto que, muitas vezes, empacamos. Ceder. Esse é o verbo de ordem de quem casa e, nem sempre, estamos a fim. Com um pensamento extremamente feminista (sim, eu defendo as mulheres, rsrsrs), costumo dizer que o nosso marido é aquele irmão "pentelho". Aquele irmão que amamos, que queremos um bem enorme, que nos preocupamos. Mas aquele irmão que disputa o controle da TV, que pede para você cortar o cabelo das axilas, que consome os seus produtos light/diet sem fazer regime, que diz durante as compras que não quer nada, mas é o primeiro a comer tudo, que baixa jogos no computador até ele quebrar, que pede para você marcar consultas médicas, enfim. Eu tenho um irmão e tem horas que olho para Thi e vejo: "oh my god. Marcelo está de volta!" hahahahahaha

Eu brinco assim, mas eu gosto. São essas diferenças que movimentam a nossa relação. E eu tb não sou fácil, viu? Sou mimada, reclamona, gulosa, ansiosa, temperamental e acordo mal-humorada. Conclusão da história? Coitado de Thi. hahahahahaa Na verdade, o casamento é isso. Uma grande troca de costumes com pitadas de amor e prazer. Com momentos de tristeza e revolta. Com períodos de paixão ardente e solidão. O casamento é um grande parque de diversões recheados de brinquedos cheios de adrenalina. O casamento é brincadeira sim, mas de gente grande. Se estou arrependida? Jamais. Acho que foi a decisão mais acertada e a mais emocionante de todas. Enquanto existir amor, sempre valerá a pena. 

terça-feira, 18 de novembro de 2008

"Vou chorar sem medo, vou lembrar do tempo de onde eu via o mundo azul"

Dia desses, voltando para casa dirigindo, eis que tocou na Nova Brasil FM a canção Astronauta de Mármore, do grupo Nenhum de Nós. Essa música teve o poder de me levar aos meus 5 anos de idade. E essa sensação, aos poucos, foi me causando risos, choro e dor. Lembrei de como tive uma infância feliz. Daquelas que a gente sente saudade quase que diariamente. Daquelas que a gente, certamente, tentará levar até os nosso filhos. Apesar de ser "antiga" essa música, ela para mim também soou como algo bem atual. Afinal, quem não quer a chave para quebra o gelo? Ou uma chance de viver sem dor? Nossa... por mais que a dor nos fortaleça e nos faça enxergar o mundo de forma mais amadurecida, viver sem dor seria uma boa nesse mundo caótico que vivenciamos. Mas de que dor estou falando? A dor da alma. A dor da impotência de ver tanta barbaridade e não poder fazer nada. A dor de se decepcionar com alguém que, para você, estava acima do bem e do mal. A dor de um amor não correspondido. A dor de um passado que não volta mais. A dor de uma doce lembrança não cicatrizada. 

E nesse contexto,  lembro do texto "Eu sei, mas não devia", de Marina Colasanti, que já foi extremamente reproduzido por meu pai, quando eu era adolescente. Ele sempre dizia que "a gente se acostuma a coisas demais, mas não devia". E é justamente nisso que penso quase diariamente. Passamos a viver "num automático" capaz de banalizar e normalizar situações inaceitáveis a ponto de simplificarmos algo que é grandioso e violento. Passamos a aceitar essas situações para não sofrermos de solidão. Mas "solidão também não é estar no meio de mil pessoas e sentir falta de uma? " (risos, não resisti, lembrei de Amar é...) 

Vivemos com sede de pessoas, de sorrisos. Vivemos com sede de sermos aceitos, mesmo, para o outro, nem que isso nos custe colocar a nossa moral em xeque. Veja a que ponto nós chegamos! E nesse texto da Marina, que vou postar logo mais, ela elenca de maneira singular fatos do nosso dia-a-dia que são realizados sem qualquer tipo de pensamento prévio. Chega a ser involuntário. Eu também sei disso, mas não devia... 


*** A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. 

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(1972)

Astronauta de Mármore

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Nem tudo que reluz é ouro...

Engraçado como a cada dia que passa vejo que nada é exatamente como pensamos. Sempre que conhecemos alguém levamos com a gente uma imagem - gente boa, arrogante, legal, animada, triste, depressiva, feliz, infeliz, rica, pobre, entre outros. E o interessante é que tenho percebido que a "tal primeira impressão", de fato, não é a que fica. Já tive casos em que achei que tal pessoa fosse de um jeito e nada mais era do que pré-julgamento. E já tive outras oportunidades de idolatrar alguém que, quando a conheci, mesmo, vi que não era nada daquilo. Acontece com as melhores famílias (risos). Já fui alvo pesado de falsas impressões. E meu antigo blog já foi prova disso. Algumas pessoas da faculdade achavam meu blog na internet e comentavam algo do tipo: "nossa... não pensava que você fosse assim.Pra mim você era metida e arrogante". Eu gostava de receber esse feedback e me fazia refletir. 

E costumo me policiar para não "bater a minha sentença" em relação ao outro, justamente porque quem somos nós para definirmos a outra pessoa? Então, andei pensando que nada é como parece. E não é mesmo. Vocês que lêem meu blog devem ter alguma imagem sobre essa pessoinha que aqui escreve, mas tenham certeza que essas palavras não conseguem demonstrar de forma fidedigna quem eu sou. São apenas pinceladas da minha personalidade. Nada mais. E o engraçado é que, muitas vezes, é involuntário essa falsa definição. Dia desses mesmo, conheci uma pessoa que demonstrava uma bagagem cultural incrível, tinha viajado para a Europa, conhecia todo tipo de arte, freqüentava restaurantes caros, usava roupas de marca, tinha carro do ano e era super simpático. Com o passar do tempo, ficamos amigos. Amigos, mesmo, de freqüentar casa, papear ao telefone, ir à praia, enfim... E nesse tempo de "amizade" vi que tudo não passava de uma pré-imagem que eu fiz sobre ele. Isso porque, ele tinha tudo aquilo, mas estava com o nome no SPC, a viagem foi paga por terceiros, ele vivia triste e depressivo, era de poucos amigos e sua casa não condizia com a sua aparência. Não que tudo fosse uma farsa, mas é impressionante a capacidade que temos em construir uma imagem. Mas não dá para manter isso o tempo inteiro, porque temos uma identidade (a nossa história, os nossos hábitos e costumes). 

O que quero dizer com esse relato é que somos todos atores sociais capazes de nos camuflar o tempo inteiro. Atuamos diariamente para sermos aceitos numa sociedade tão desumana e preconceituosa. Somos sedentos de inserção social. Nos editamos o tempo inteiro... Por isso apoio quem dá a cara para bater e assume o que é e do que gosta. E depois que inventaram o tal "marketing pessoal" parece que ficou mais bonito lapidar a aparência e deixar a essência podre. Sei lá, mas eu tenho meus "pré conceitos" também e  esse lance de ficar fazendo tipo e inventar uma realidade que não existe me angustia...


Fim de semana - Deu praia!

Mudando de assunto, o fim de semana foi bacaninha. No sábado fomos à praia com as cyberamigas. De lá, almoçamos gostosinho e voltamos para casa. Mi e Mô bem (o namorado dela) ficaram aqui em casa o fim de semana inteiro. Jogamos War sábado e domingo. Adoro esse jogo, mas fui péééééssima... não ganhei uma partida e ainda fui derrotada. Pire aí? Arrasada! (risos) Ontem à noite, aproveitei para ver TV e dormir cedo. Hoje pela manhã, também fui à praia caminhar. Já coloquei na cabeça que vou andar, pelo menos, três vezes na semana. Além de emagrecer, vou ficar com a cor do verão! (oeeeeeee) rsrs

Hoje é dia de trabalhar muito e fazer mercado. À noite, vou relaxar vendo um filmezinho. 

No mais é isso...

Que todos nós tenhamos uma bela semana!!!

domingo, 16 de novembro de 2008

Irritando Gaby Lacerda... ( a macaca tá solta!)

Quem me conhece sabe que poderia ser membro ativa da Associação das Barraqueiras Anônimas, do quadro Zorra Total. Isso porque, me irrito facilmente e o que me falta, mesmo, é pavio longo. Não que me orgulhe disso, porque só quem tem o pavio curto sabe o quanto sofremos quando agimos de forma impulsiva e brusca. Mas, já consigo identificar esse "defeitinho" básico que veio de fábrica. E listar o que me deixa irritada é fácil e simples. Não tenho papas na língua e faço a linha "se perguntar, eu digo mesmo". Até o céu da minha boca é sincero (hahahaha). É verdade. Não consigo fingir gostar do que não gosto e, principalmente, de quem não gosto. Não dá. Não desce. 

Talvez por ter uma personalidade assim, me identifique com o humor ácido e transparente da Fernanda Young. Adoro o programa dela, Irritando Fernanda Young, que passa todos os domingos, no canal GNT. Além de espontânea, ela também não tem medo de deixar claro o que a deixa irritada sem se preocupar com o que vão achar dela. Também sigo essa linha e sei que já fiz muitos "inimigos" por isso. Em compensação, também ganhei muitos amigos. Afinal, não é nada aleatório. E existe uma causa para tudo isso. 

Nesse sentido, resolvi registrar aqui, pelo menos, alguns pontos que me tiram do sério... 

1. PERGUNTAS DESNECESSÁRIAS (odeio que me perguntem o óbvio, o que já é conhecido)
2. ACORDAR NO SUSTO (ligar a luz, tocar o telefone ou falar alto)
3. SER OBRIGADA A (ter que fazer algo para agradar alguém e me desagradar... Deus me livre!)
4. DORMIR COM A TELEVISÃO LIGADA NO MIAMI INK (tem coisa pior do que você estar relaxando a mente com o barulhinho da agulha da tatoo?)
5. FAZER VISITAS DOMINICAIS (odeio ser convidada a fazer visita aos domingos...)
6. SER INVADIDA PSICOLOGICAMENTE (o que você está pensando???)
7. PEGAR FILA
8. DIRIGIR EM SALVADOR (putz.. conto nos dedos os dias que não me estressei)
9. VER ALGUÉM DANDO RISADA DE ALGUÉM QUE CAIU E SE MACHUCOU 
10. DAR SATISTAÇÃO (fico P da vida quando tenho que dar satisfações da minha vida pessoal...)
11. PESSOAS FOFOQUEIRAS QUE SE PREOCUPAM DEMAIS COM A VIDA DOS OUTROS E ESQUECEM DA SUA (vixe... tá aí o auge do meu fefe...)


Ninguém merece, né? Foi só um desabafo. Nesse momento, mesmo, estou irritada... Já,já passa.