quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

"Felicidade é pouco. O que sinto ainda não tem nome"

Tudo bem que eu disse que não postaria até segunda-feira por causa do Festival de Verão, mas ontem recebi uma notícia que me levou às nuvens. Lembram do Mestrado que não tinha passado apesar da boa pontuação? Pois bem! Houve uma desistência e eu fui convocada! Oeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee Sou Mestranda e estou muuuuuito feliz!!! Agora inicio uma nova jornada em minha vida. Que alegria, viu? Deus é fiel !!! 

Engraçado que a novidade que iria postar em breve mudou completamente com essa notícia. E como eu digo sempre: nada acontece por acaso!

Acredite no seu sonho. Tenha fé e disciplina!!! :)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

PAUSA

Gente,

Ficarei sem postar até o dia 1 de fevereiro! Já estou no Clima do Festival de Verão e como vou ficar noites sem dormir, preciso descansar e muito... 

Na próxima segunda-feira, estarei de volta, se Deus quiser! 

Para refletir: 


Depois de algum tempo 

Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. 

E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. 

E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. 

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante com a graça de um adulto, e não com a tristeza de uma criança. 

E aprende a construir todas as suas estradas hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vôo. 

Depois de um tempo, você aprende que até o sol queima se você ficar exposto por muito tempo.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores. 

E você aprende que realmente pode suportar... 

Que realmente é forte e que realmente tem valor..." 

(William Shakespeare) 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

"Devia ter me importado menos com problemas pequenos"

Eu sempre me preocupei demais, com tudo. Meu semblante me denuncia diariamente e sei que preciso rever isso, senão vou viver pouco. A preocupação é uma constante em minha cabeça, porque levo tudo muito a sério. E sempre foi assim: a escola, a faculdade, a profissão, o namoro, o casamento, a família, os amigos, o blog, as inimizades e até um jogo. Dia desses, uma amiga minha disse que uma pessoa do nosso grupo não queria mais jogar Imagem & Ação comigo, porque sou muito competidora. Entendi isso como um defeito, afinal, o discurso da pessoa envolvida - que eu até conheço pouco, mas conheço o contexto - reforçou um tom de brigas e desavenças durante o jogo. Só que, na verdade, sou competidora sim, mas não porque tenho sede de vencer. O que me levar a discordar no jogo é quando percebo que algumas pessoas precisam burlar regras para fazer pontos e, assim, ganhar na brincadeira. Quando jogo, por exemplo, eu e Queridão sempre brincamos muito e brigamos também, quando achamos que estamos sendo injustiçados. Entretanto, tudo isso fica naquele momento, naquele local. Graças a Deus, somos, além de marido e mulher, amigos, companheiros e cúmplices. Temos maturidade para entender que aquilo é apenas um jogo, mas que é preciso respeitar as regras. É natural, não? 

Toda essa citação é para mostrar como levo mesmo TUDO a sério e sei que, muitas vezes, sou mal interpretada. Mas levo a sério, porque sou séria apesar de risonha e falar mais do que a nega do leite. Não gosto de atitudes duvidosas. A questão toda é essa. Entretanto, sei que a preocupação excessiva é ruim para a nossa saúde mental e física. Ela interfere diretamente em nossa paz, por isso, estou me trabalhando internamente para, aos poucos, amenizá-la. Mas isso ocorre, porque tenho um senso de responsabilidade alucinador. Às vezes, vejo como Queridão vive melhor do que eu, porque o mundo pode estar desabando que ele nem tchum... Que me dera, viu? rs 

Mas também preciso ressaltar que melhorei um pouquinho. Antes sofria muito mais por antecipação. Hoje, percebi que o mundo não acaba quando as coisas não ocorrem do jeito que gostaria. Tudo tem uma explicação e acredito, de fato, que nada acontece por acaso. A música Epitáfio, de Titãs, mostra que, realmente, não precisamos nos angustiar tanto. "Devia ter me preocupado menos, com problemas pequenos". E é assim que quero seguir agora. Nada de me descabelar porque alguma coista deu errado. Isso ocorrerá sempre. Só preciso aceitar os fatos e o que depender de mim, aí sim, correrei atrás. 

Hoje busco a serenidade que um dia eu tive e a sabedoria que ainda preciso ter. Depois disso, é só cuidar de mim e ser feliz. 


Titãs - Epitáfio

Devia ter amado mais, ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos

domingo, 25 de janeiro de 2009

"Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável"

Não consigo imaginar a felicidade sem o amor-próprio. Eles andam juntos. Para sermos felizes, a meu ver, é preciso respeitar a nós mesmos e as nossas vontades. O texto de Charles Chaplin, que postarei logo abaixo, consegue detalhar meus pensamentos de forma singular e pragmática. É exatamente isso que penso sobre esse tema. E depois que aprendi a dizer não e a aceitar as minhas inquietudes comecei a enxergar a vida sob uma nova ótica. Quantas vezes, deixei de ser eu mesma para agradar fulano, cicrano e beltrano? E para quê? Para integrar uma convenção social cheia de falso moralismo? Por tudo isso, hoje posso dizer que sou eu mesma e quando me sinto coagida e não sigo com a minha verdade, fico de mau-humor e meu corpo inteiro fala. Demonstro com facilidade o que gosto e não gosto. O que quero e não quero. Confesso que, ao mesmo tempo, atraio olhares desagradáveis. Sei que muitos criaram uma opinião formada a meu respeito, mas é o preço que pago para ser feliz, comigo mesma. Depois que você aprende que não vale a pena agir de forma contrária aos seus princípios para agradar outrem, você consegue assumir as conseqüências dos seus atos sem um recheio de culpa. Essa, por sua vez, para mim é a grande vilã da mente humana. O sentimento de culpa é que estimula a nossa covardia. "Não, não vou respeitar meu amor-próprio, porque talvez me arrependa, talvez o outro não entenda, sabe? E daí prefiro agradar a ele do que a mim mesma". Parece que tudo isso que estou escrevendo é egoísmo extremo. E, assim como Chaplin, "minha razão chamou isso de egoísmo, mas hoje eu sei que é amor-próprio". 

E amor-próprio consiste no simples fato de você não deixar ninguém lhe colocar para baixo ou subestimar a sua capacidade. É você amar, sem integrar o grupo das Mulheres que Amam Demais. Aquelas que amam muito o parceiro a ponto de jogarem pela janela seu amor-próprio. Aquelas que amam tanto o companheiro a ponto de aceitar qualquer atitude dele sem, se quer, preservar a sua moral e o seu valor. Não. Não dá. Amor-próprio não se vende e nem se compra. Ele está aqui dentro de nós. Por isso, basta olhar para si mesmo e enxergar o quanto você é importante e especial. Clarice Lispector também aborda isso. "O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo". E quando desistimos de nós mesmos é sinal de que não temos amor-próprio. Precisamos cuidar do nosso jardim diariamente. Somos o que comemos, o que falamos, o que pensamos. 

Cada um tem seu valor e, para mim, cada um é um só. Somos insubstituíveis. Temos valores que nenhuma outra pessoa tem. Isso porque, a experiência individual é sujeita a diversas interpretações e as percepções mudam. Por isso, o amor-próprio é peça fundamental para uma vida feliz e saudável. A ausência desse amor-próprio é bastante comum na sociedade. Não é à toa que aumenta o número de pessoas depressivas e que buscam na morte a solução para sua infelicidade. O amor-próprio deve ser regado dia após dia  e, se alguém insistir em lhe tirar ele, aja. Valorize-se. O texto de Chaplin é um bálsamo para atiçar o próprio amor. Leiam: 


 QUANDO ME AMEI DE VERDADE  

Quando me amei de verdade, pude compreender que em 
qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na 
hora certa. Então pude relaxar. 

Quando me amei de verdade, pude perceber que o 
sofrimento emocional é um sinal de que estou indo contra 
a minha verdade. 

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha 
vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que 
aconteceu contribuiu para o meu crescimento. 

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é 
ofensivo tentar forçar alguma coisa ou alguém que ainda 
não está preparado, inclusive eu mesmo. 

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo 
que não fosse saudável. Isso quer dizer: pessoas, 
tarefas, crenças e qualquer coisa que me pusesse pra 
baixo. Minha razão chamou isso de egoísmo. 

Mas hoje eu sei que é amor-próprio. 

Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo 
livre e desisti de fazer planos. Hoje faço o que acho 
certo e no meu próprio ritmo. 

Como isso é bom! 

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre 
razão, e com isso errei muito menos vezes. 

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o 
passado e de me preocupar com o futuro. 

Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece. 

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente 
pode me atormentar e me decepcionar. 

Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração ela se 
torna uma grande e valiosa aliada.


Indicação de livros sobre o tema: 

Título: Para de Se Maltratar - Uma História Sobre o Amor-próprio
Autor: Melody Beattie

Título: Etica Como Amor-proprio
Autor: Fernando Savater

sábado, 24 de janeiro de 2009

Mudanças...

Há muito tempo gostaria de tomar uma atitude em relação ao Bendizer. Esse blog foi criado com o intuito de abordar temas do cotidiano sempre com palavras de otimismo e superação. Entretanto, terminei misturando o blog com relatos diários e, muitas vezes, deixei de lado a proposta original desse espaço. Por isso, tomei coragem para delimitar o local ideal para abordar sobre a minha vida pessoal e outro para dar continuidade ao que acredito: o poder da mudança. 

Por isso, a partir de hoje vou escrever sobre minha vida, meus hábitos, meu dia-a-dia no blog Gaby Lacerda Bendizer. A palavra bendizer já faz parte do meu repertório, por isso não poderia criar um novo blog sem adicioná-la, né meu bem? 

Já o Bendizer, terá um formato diferente. O formato que eu sempre quis inserir, mas que ainda não tinha tido coragem, de fato, para realizá-lo. O Bendizer não tem a intenção de ser uma página virtual científica sobre o comportamento humano, afinal, sou apenas uma jornalista e um ser humano que acredita no poder da palavra e na caridade com o próximo. Escrever No Bendizer é, acima de tudo, poder ajudar a mim mesma e uma oportunidade de me conhecer melhor. Escrever foi a maneira que encontrei para refletir sobre a minha vida e, de alguma forma, despertar no outro uma reflexão. 

Por isso, o formato do Bendizer será o seguinte: 

- A cada dia (ou sempre que possível)  escolherei um tema para abordar como fazia na versão antiga. 
- Entretanto, vou inserir relatos de outras pessoas e histórias que possam mostrar superação e atitude para que os internautas se espelhem e sejam mais felizes;
- Além disso, no final do post darei dicas de livros que abordam o tema exposto ou links;
- As parábolas e pensamentos também marcarão presença nos posts;
- Por fim, colocarei uma música que também esteja inserida nesse contexto. 

Espero que vocês gostem dessa mudança e que possa ajudar e receber ajuda também, viu? Conto com a interação e colaboração de vocês! 

Observação: estou procurando um template melhorzinho... Aguardem!

No mais é isso...

QUERER É PODER É CONSEGUIR !!!
 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

"Acontece que na vida a gente tem que ser feliz por ser amado por alguém"

Estou viciada em seriguela. Quem tá de regime inventa é arte, viu? hahahhaha Ainda mais que na minha dieta seriguela é ZERO, ou seja, posso comer sem me preocupar. O melhor de tudo é que como sou ansiosa, essa frutinha ainda me ajuda a reduzir a ansiedade. Infelizmente, não posso comer umbu como gostaria. O aparelho não deixa. Ninguém merece!!! rsrsrs

E hoje é sexta-feira... AINDA BEM! Mesmo feliz com a chegada do findi, amanhã não irei à praia. Vou trabalhar. Mas domingo, com fé em Deus, irei curtir o solzinho de verão em Ipitanga ou Vilas. Quero colocar a perna pra cima e não pensar em nada. Será que posso? rsrs Eu mereçoooooooooooooooooo... kkkkkkk 

Ontem comecei a ler Onde Está Teresa? de Zíbia Gasparetto e estou super envolvida com a história. Adoro os livros da Zíbia e sempre choro. Adoro essas leituras que envolvem espiritismo, romance e suspense. Mexe com meu imaginário, não vou mentir... 

(   .  .  .     ) 


Papo sério agora... Estive aqui pensando como é difícil perdoar alguém que nos fez algum mal. Ainda mais para uma aquariana, que tem sede de justiça. Em minhas orações sempre ressalto esse meu lado "justiceiro", que é, sem dúvida, um dos meus piores defeitos. Ao mesmo tempo que me traz um sentimento de piedade quando vejo alguém sendo injustiçado, me traz também um lado vingativo terrível. É meio que involuntário você querer revidar quando alguém lhe faz algum mal. Mas acho que essa é a grande "sacada" da vida. Você aprender a entender porque o outro agiu daquele jeito e porque sua personalidade ou um certo contexto incomoda tanto o próximo. Difícil, viu? Acredito ser esse o meu maior desafio aqui na Terra, depois de aprender a ser tolerante e calma... 

Toda noite e assim que acordo, converso com Deus e peço a ele, encarecidamente, que me ajude a lidar com tais situações. Existem pessoas e situações que tenho PAVOR. Meu coração aperta, fico inquieta. Não sei se é mágoa, mas é algo que me faz refletir. É algo que preciso resolver, aqui dentro. Apesar de identificar isso, eu sempre rezo pelos meus inimigos. "Continuem longe, por favor" ahahahahha Brincadeira, gente. Quando estou conectada ao divino de forma direta - sim, porque indiretamente estou sempre - consigo abrir meu coração e enviar boas vibrações para todos os amigos, inimigos e desconhecidos. É interessante isso... Mas se você me perguntar agora, com a razão a flor da pele, certamente não conseguirei dizer com tanta serenidade. Doideira, né? rsrsrs 

Mas com fé em Deus, vou evoluir. Estou buscando caminhos para entender mais o outro e me tirar do centro do universo. "Loucura maior, nesse escuro ela achar que é estrela". O ser humano tende, mesmo, a dar vazão ao ego e se fazer vítima. Odeio quem se faz de vítima e quando meu lado vítima aflora dou um jeito de colocá-lo no lugar dele... A vitimologia faz parte das relações humanas, principalmente, para aqueles que não conseguem assumir seus defeitos...

Então é isso... Vou reforçar a minha oração particular e seguir em frente. Resignação. Essa é a minha palavra de ordem!

(   .  .  .     ) 


Preciso fazer uma confissão: adoro o programa Casos de Família do SBT. É sério! Gosto da apresentadora, acho ela humana e não é tão sensacionalista como os programas que abordam o comportamento das pessoas. Ontem, por exemplo, o tema foi "Quero que ela fique mais em casa". Só que uma das histórias trouxe uma senhora que se sente tão sozinha que sai o tempo inteiro para conversar com alguém na rua. É triste, viu? A solidão é o câncer da humanidade. É fato. Porque com ela vem a depressão, a baixa auto-estima, a angústia, o medo... 

E anteontem o tema foi "O que era um sonho se tornou um pesadelo". E daí um menino contou a história de que a mãe dele não gosta dele. Ele chorou tanto, que fiquei emocionada também. Deus ajude a ele a superar isso, porque não é fácil você não ser amado pela própria mãe. Misericórdia, né? 

Mas é isso... 

Vamos fazer a nossa parte na vida e seguir em frente. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Xô, hipocondria!

Dia desses saiu uma matéria imensa no jornal A TARDE sobre hipocondria. E, claro, meu marido muito bem-humorado e cheio de risos disse que queria fazer um teste comigo para saber se sou ou não hipocondríaca. Isso porque, segundo ele (e eu também concordo) de uns quatro anos para cá tenho demonstrado algumas atitudes que convergem com quem sofre com essa patologia. Fizemos o teste e quem fizesse 40 pontos era considerado hipocondríaco. O meu deu 55, acredita? Pronto. Thi, o meu médico (kkkk), diagnosticou a enfermidade. 

O tom deste post parece brincadeira, mas, realmente, vou buscar ajuda especializada para tratar isso. Quando criança não tinha medo de médico e nem medo de ficar doente, me achava forte e segura para combater qualquer adversidade. Com o passar dos anos e com o despertar de alguns traumas, fui percebendo que não sou tão forte assim e tenho medo de doença. Uma certa feita, precisei fazer um exame específico e como estava sem plano de saúde precisei ir para o Hospital Roberto Santos, o hospital público daqui de Salvador. Fiquei horrorizada. O exame que todos diziam que era simples e sem dor se transformou num pesadelo e, desde então, tenho PAVOR a médico. Sempre acho que vão me fazer algum mal e, mesmo perguntando passo-a-passo aos profissionais de saúde, sempre fico com o coração na mão. 

Na verdade, acho que já venho com essa obsessão em não ficar doente desde as aulas de biologia do colégio, quando cursava o ensino médio (antigo segundo grau). Eu e um amigo, Shanon, brincávamos e muitas vezes saíamos da sala quando a professora falava de uma determinada doença, explicando tais sintomas, porque simplesmente começávamos a sentir tudo aquilo. Era o suficiente para achar que estávamos enfermos. Parece loucura, começou com uma brincadeira, mas hoje acho que preciso tratar isso. Na boa! Não posso ler uma matéria no jornal falando sobre um caso específico que pronto: sinto tudo. E a cabeça da gente é muito insana. E o pior: quando vou conversar com Thi sobre tal sintoma ele não leva a sério. E isso me deixa P da vida. Aí ciente de que poderia realmente ter desencadeado a hipocondria, ele começou a respeitar mais. Ainda bem, né? Já tava ficando de mau-humor... haahhaha

Para abrir um exame médico é um processo... Pior do que isso é a noite que antecede o resultado. Fico tensa, angustiada. É um sofrimento danado. Por isso, vou mesmo tratar isso. Daqui a pouco, vai que vira uma síndrome do pânico e eu inicie outro processo? Acordei pensando nisso, porque quero me ver livre dos medos. Eu achava que hipocondríaco era aquela pessoa "fissurada" em remédio, por isso não levei a sério essa minha angústia. Afinal, não ando tomando tanto remédio assim. Mas depois que busquei mais informações sobre a doença vi que não. "Hipocondríaco é um pessoa que se preocupa em demasia, e sem necessidade, com a saúde. É o típico indivíduo que acha que sofre de todas as doenças que conhece". 

E todo esse contexto é para dizer que ontem tive uma crise dessas de hipocondria. Desde sábado, comecei a sentir uma dor do lado esquerdo do rim. Já tinha sentido uma dor similar antes, mas do lado direito, e foi diagnosticado infecção urinária. Mesmo reclamando de dor chata, resolvi dar tempo ao tempo antes de procurar um médico. Comecei a beber bastante água e chá para ver se amenizava. E nada. Domingo, segunda e terça permaneci com essa dor que ia e voltava a depender dos movimentos. Só que ontem, resolvi ir ao médico. Já comecei a ficar preocupada e aí já viu, né? Ainda mais depois que li a matéria de uma modelo que está com quadro grave por causa de uma infecção urinária. Pronto. Foi o que faltava para começar a paranóia de que poderia estar doente e ser algo grave. 

Fomos à emergência do Hospital São Rafael. Chegamos às 5h50 e saímos às 00h20. Pode? Ninguém merece! Fiz os exames que passaram (ultrassonografia e sumário de urina) e acredite: NÃO ERA NADA! Os exames deram todos bons e, com isso, não é que a dor começou a passar?ahahahahhaa É, meu bem. Depois que passa, a gente ri! Aí Queridão brinca: "É psicológico, amor..." E isso me irrita mais ainda (rs!). 

E sexta-feira passada fui fazer um raio-x do pulmão. Tivemos um caso de uma parente que teve pneumonia e daí todo mundo precisou fazer o exame como forma preventiva. Eu tive pouco contato, então, confesso que mesmo com medo, meu coração dizia que a probabilidade seria mínima. Até então, tudo bem. Todo mundo fez, inclusive Thiago. Não deu nada, graças a Deus. Passaram duas semanas e aquilo ficou na minha cabeça: vá fazer o exame. De repente, comecei a sentir uma dor na região do pulmão e comecei a sentir vontade de tossir. Aí prendi a tosse para não acreditar que estivesse com a doença. Resumindo a história: os "sintomas" fictícios eram tão reais que fui fazer o tal exame na sexta-feira passada e, graças a Deus, não deu nada... 

Diante do exposto, o próximo passo mesmo é buscar ajuda psiquiátrica. É verdade. Acho que esse meu medo todo tem a ver com uma certa insegurança que adquiri com alguns fatos que ocorreram em minha vida. Tenho medo de ficar doente e não me sentir protegida. Eu acho que é isso, não sei ao certo. A única certeza que tenho é que sofro toda vez que acho que tenho uma doença grave. O coração fica apertado, a cabeça dói e os pensamentos me angustiam. É. Preciso cuidar disso. Senão vou ficar louca.