sexta-feira, 21 de agosto de 2009

"Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal" Oscar Wilde

Estou precisando de novas emoções. Sabe quando tudo está calmo demais, sem novidades? É assim que me sinto. Preciso agilizar os meus sonhos. Claro que eu sei que tudo tem seu tempo e que estou vivendo uma fase de estudos e estudos, mas sou adepta às novidades. Esses dias sem postar aqui no Bendizer estão diretamente relacionados com os meus dias de dedicação ao mestrado. Ainda não acabei de estudar tudo o que preciso, aliás acho que é sempre uma ação de vir a ser, ou seja, não existe término nesse processo, mas também quero fazer isso e outras coisitas más.
Tenho pensado muito sobre a forma que condicionamos a nossa vida e as interferências que deixamos tomar conta da nossa rotina. E elenquei um monte de itens que preciso dizer tchau o quanto antes. Não podemos deixar que certas situações se repitam, porque o hábito tende a naturalizar o que é extremamente surreal. Mas como fazer isso sem sofrer?
E ainda nesse processo de autoconhecimento que me encontro cheguei a conclusão de que mudei. Antigamente, sempre dizia muito o que pensava, na lata, e não me preocupava com a forma de me expressar. O famoso sincericídio que Bial falou no Big Brother. Matar os outros com palavras, sabe? E por receber sempre um feedback sobre isso: "Gaby, vc é mt estourada. Fala o que vem na cabeça e as pessoas terminam tendo medo de você. Não precisa falar tudo o que pensa, assim". De tanto ouvir isso, meio que, involuntariamente, resolvi mudar isso. Mas não foi uma mudança equilibriada. Hoje, tenho consciência disso. Ao invés de falar o que penso, permiti engolir sapos. Sabe aquela história de você não concordar e de não aceitar o que o outro fala, mas você não revida para não criar problemas? Pois bem. Enquanto isso, ouço os sapos gritando internamente como se pedissem liberdade.
Não sei ainda como fazer para aliviar isso, porque não dá para somatizar tudo. A infelicidade meio que consegue se alojar nesses espaços demarcados pelos desafetos não verbalizados e vai me martirizando com mágoa, dúvidas e desamor. Vou trabalhar isso na terapia, porque sozinha é difícil, viu? rsrsrs Mas estou confiante de que podemos superar nossas imperfeições com fé em Deus, é claro, e também fazendo a nossa parte. Não sou orgulhosa a ponto de me achar a grande maravilha do mundo. rsrsrs
No mais é isso...
Vamos mudar sempre. Vamos fortalecer o que temos de melhor e lapidar aquilo que nos faz infeliz.

Um comentário:

Letícia. disse...

Escrevi sobre isso também um dia no meu blog... Os extremos são péssimos. O lance é encontrar o meio-termo. Não há nada que um equilíbrio não resolva...
=)