quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Dieta Nota 10 !

Agora não tem mais desculpa. O Natal já passou, o Reveillon também, niver de casamento idem. É chegada a hora de fechar a boca, voltar a se reconhecer no espelho e ficar em dia com a balança. Chega de protelar esse sofrimento! Acordei virada no mói de coentro e disposta a eliminar todos os quilinhos extras que adquiri nesses últimos 3 anos. Não dá mais, meu bem! Estou de fefe com a gordurinha localizada e revoltada comigo mesma porque comi tanto e de forma tão descontrolada. Coisas da minha cabecinha, fazer o quê? FECHAR A BOCA! 

E diante do caráter emergencial nem vou esperar para segunda-feira. Daí já escrevo com cara de quem tomou iogurte e chupou uva e está esperando uma enxurrada de verduras no almoço. Eu até gosto, viu? Só vou precisar parar de comer besteirinha (chocolate, salgadinho, sorvete, biscoito, doces...). Coisa pouca, né? kkkkk Mas eu vou parar. Sou aquariana, determinada e vou conseguir ! Nenhum problema psicológico vai me levar até a geladeira... 

E como suporte, desta vez vou recorrer a um método de um endocrinologista do Rio de Janeiro, que atende celebridades como Carolina Dieckmann, Daniela Escobar e Fátima Bernardes: Dieta Nota 10. Comprei o livro desse médico justamente porque gostei da dinâmica da dieta. Parece e muito com a do Vigilantes do Peso, método que me dei muito bem em 1998, quando emagreci 12 kg. Cada produto que a gente consome possui um valor, como se fosse um dinheiro mesmo. Eu posso "gastar" 500 notas por dia daí precisarei ajustar as minhas escolhas com a quantidade de calorias e a quantidade de notas. 

Não tenho pressa para emagrecer. Mas tenho necessidade em parar de engordar. Depois eu conto aqui no blog como estou me saindo com essa dieta. A quem interessar possa, o nome do livro é "Dieta Nota 10", escrito por Dr. Guilherme de Azevedo Ribeiro. E vamos que vamos...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

"Que Deus não permita que eu perca o otimismo..." (Chico Xavier)

Rezo sempre. Desde que acordo até a hora em que vou dormir. No decorrer do dia, também rezo. Mas a minha reza é, na verdade, uma grande e imensa conversa com Deus. Se não fosse esse bate-papo entre mim e ele, não conseguiria costurar meus caminhos com tanta esperança. Nos deparamos diariamente com dificuldades. Algumas de grau 1, outras de grau 50, do tipo: "não vou suportar". E cheguei a um ponto da vida (sim, tudo bem que como diz minha mãe eu "só tenho 25 anos"), a viver de hipóteses. Meus amigos dão risada quando conto isso, mas é a pura verdade. Projeto lá na frente situações que poderiam acontecer comigo para identificar como reagiria. Essas simulações vão desde perdas fatais como ganhar na loteria. Deixo a minha imaginação ir e vir. Choro. Dou risada. E consigo me ver na mais pura realidade naquela situação. 

E, apesar de parecer uma grande loucura, funciona, para mim, como uma terapia. Já tive a possibilidade de vivenciar, de fato, tal hipótese e reagi melhor do que pensara. Acho que foi uma técnica que descobri para amenizar certos sofrimentos e estimular cautela em alguns momentos. Em todas as hipóteses, procuro enxergar com otimismo. Assim como Chico Xavier escreveu, eu também desejo viver dias melhores. Não dá para chegar ao fundo do poço sem cogitar a possibilidade de mudança, né? Seria enlouquecedor... 

E Chico Xavier é um homem que tenho total admiração. Sempre que estou tristinha ou pensativa, costumo ler algumas palavrinhas de Chico. Por isso, separei textos para você também refletir... 

"Uns queriam um emprego melhor; outros, um emprego... 
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, apenas uma refeição... 
Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver... 
Uns queriam ter pais mais esclarecidos; outros, apenas ter pais... 
Uns queriam ter olhos claros; outros, apenas enxergar... 
Uns queriam ter voz bonita; outros apenas falar... 
Uns queriam o silêncio; outros, ouvir... 
Uns queriam um sapato novo; outros, ter pés... 
Uns queriam um carro; outros, andar... 
Uns queriam o supérfluo... 
Outros, apenas o necessário..."*


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Tudo que criamos para nós, 
de que não temos necessidade, 
se transforma em angústia, em depressão...

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"A desilusão de agora será benção depois." 

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"Lembra-te sempre: cada dia nasce de um novo amanhecer."

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"Viver é sempre dizer aos outros o quanto eles são importantes.Por que um dia eles se vão...
E ficamos com a nítida impressão que não amamos o suficiente".


sábado, 10 de janeiro de 2009

Eu vou dar uma espiadinha...

Quem acessa o blog Bendizer há algum tempo, sabe que adoro Big Brother Brasil. Adoro assistir o programa que traz nada mais do que gente como a gente obrigado a conviver com quem não conhece. A psicologia me fascina, mesmo sabendo que jamais levaria jeito para psicóloga ou psicanalista. Não sei criar um distanciamento de histórias de vida e acho que ficaria abalada com a profissão, sem dúvida. Por tudo isso e respeitando as minhas limitações, prefiro assistir de "camarote" a vida alheia sem nenhum respaldo científico. 

E basta a Globo anunciar que vai começar mais um BBB, que os programas da casa dão uma ajudinha extra na divulgação. Infelizmente, ontem não pude assistir ao Globo Repórter com os grandes vencedores do BBB, mas foi por uma boa causa. Foi niver de minha amiga Michele e daí não deu. Perdi Maysa também, mas já já vou assitir pela net... rsrsrs 

Dia 13 de janeiro, eu e meu maridão estaremos assistindo a estréia do reality. Nesse mesmo dia, comemoramos 2 anos de casados. O festejo ocorrerá em casa, em nosso mundo laranja! :)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

"Eu só digo o que penso, só faço o que gosto, e aquilo que creio. Se alguém não quiser entender e falar, pois que fale". (Maysa)

Desde ontem estava querendo escrever sobre Maysa, mas a correria do dia-a-dia me fez prolongar até este momento. E, bem agora, vi também que minha amiga querida, Rafa Manzo, escreveu um lindo post sobre a cantora que tanto "chocou" o Brasil com suas atitudes e sonhos. Ao invés de Rafa, não quero me posicionar sobre de quem é aquela Maysa, porque sei que por trás dali existem discursos de todas as pessoas que estiveram presentes na sua história e que cada um editou um pedaço de Maysa a sua maneira. Mas, sei ainda, que é impossível assistir a essa minissérie que eu AMEI desde o primeiro capítulo sem tirar as minhas próprias conclusões e, além disso, confrontar e ressurgir a Maysa que existe em mim. 

Assisto Maysa, muitas vezes, com lágrimas nos olhos. Claro que em muita coisa não me pareço com ela - não fumo, não bebo, não sou cantora famosa, ainda não tive filho, não corto os pulsos e... só! rs Na outra parte Maysa, me pareço e muito. Luto inquietamente pela minha liberdade. Odeio ser rotulada e observada. Odeio seguir regras num mundo totalmente cheio de falsas regras com pessoas que as violam abertamente e "arrotam" bons modos. Sou depressiva em alguns momentos, sim, quando me vejo presa num espaço do outro. Odeio estereótipos. Odeio fazer tipo. Sou grossa sem problemas se me sinto coagida. Já chorei de amor algumas vezes e já tive aquele olhar de quem só precisa de atenção e carinho. Assim como ela, não saberia viver em função de um sobrenome e de uma tradição familiar. Cada um tem seu desejo e cada um sabe o que é bom para você. Ela só queria paz, AMOR e liberdade. 

Tenho uma teoria de que boa parte do sofrimento humano é hereditário, passa de pai para filho. E a infância da Maysa foi bem triste, num internato e repleta de solidão. Aos 17 anos, ela se apaixou e se casou com um homem mais velho e de uma família tradicional da sociedade brasileira. Revoltada, ela resolveu acabar com tudo isso em busca da sua liberdade e pagou caro por isso... A liberdade é o bem mais caro do ser humano. Sei disso. Assim como seus pais, ela repetiu o mesmo erro deles também enviando seu filho Jayme para um internato na Espanha, quando ele tinha 7 anos... E aí está Jayme Monjardim, o renomado diretor de novelas que, certamente, sofre até hoje com a indiferença da sua mãe, a morte de seu pai e a instransigência da sua avó quando era um garoto. 

Não quero julgar essa relação de Maysa, mas sim trazer para o blog uma reflexão minha em torno de sua biografia. Já ouvi suas canções algumas vezes, mas quando nasci ela já tinha morrido. Mas poder entender melhor quem foi Maysa e a sua participação na nossa cultura musical é um estímulo para buscar novas personalidades que costuraram a história do nosso País. Além disso, ela envolve outros personagens fundamentais do nosso cenário musical, como Ronaldo Bôscoli, um galã que "criou" a Bossa Nova e foi casado com Elis Regina, entre outras paixões... 

Maysa é uma minissérie que nem o sono me faz fechar os olhos. Maysa é uma minissérie que me transporta para dentro do coração. Maysa conseguiu mexer em algumas feridas não cicatrizadas de quem também, assim como Maysa, quer ser livre dos olhos de outrem e da língua ferina de quem carrega em si a tristeza de demonstrar ser o que realmente não é. 

P.s: Só para descontrair... Maysa precisava de uma assessora de imprensa, viu? kkkkk Eta mulher com imagem desgastada e com relação conturbada com os veículos de comunicação !!! hahahahahaa 


resposta

maysa

Composição: Maysa

Ninguém pode calar dentro em mim
Essa chama que não vai passar
É mais forte que eu
E não quero dela me afastar
Eu não posso explicar quando foi
E como ela veio
E só digo o que penso
Só faço o que gosto
E aquilo que creio
Se alguém não quiser entender
E falar, pois que fale

Eu não vou me importar com a maldade de quem nada sabe
E se alguém interessa saber
Sou bem feliz assim
Muito mais do que quem já falou ou vai falar de mim

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

"Às vezes eu pressinto e é como uma saudade de um tempo que ainda não passou..."

Estou com a alma silenciosa. Quero falar pouco, dormir mais e ouvir quase nada. Quero silêncio e nenhum relógio. Quero rezar baixinho e cantar. Quero que o tempo passe depressa pelo menos por enquanto. Até chegar lá. Aí sim, vou respirar fundo, seguir novamente e, então, sorrir. 


É o que me interessa

lenine


Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem

Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa


Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o teu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa

A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Saudade, palavra triste...

Ontem, o tempo fechou aqui em casa. A avó, madrinha e segunda-mãe de Queridão finalizou sua estadia aqui na Terra. Pense num dia saudoso e triste? Foi ontem, 5 de janeiro de 2009. Conheci Dona Nenga há pouco mais de 4 anos e apesar dos encontros casuais - sempre em almoços de família e momentos de imensa felicidade familiar - sabia o quanto ela era uma pessoa boa de coração. Ontem, na sua breve "despedida" carnal, vi o quão Querida e Especial ela era. Enterro sempre é triste, mas ontem observei detalhadamente as lágrimas, a saudade e um dos maiores sentimentos do ser humano: a gratidão de todos os presentes. Dona Nenga foi literalmente ovacionada por todas as pessoas que estavam ali, que reconheceram a sua importância não apenas para si, mas para uma comunidade, muita vezes, esquecida pelas autoridades. Os relatos que ouvi foram tão especiais que, certamente, ficarão guardados aqui em minha memória e meu coração, além de despertar em mim sentimentos nobres de compaixão com o próximo. O ocorrido ontem me fez resgatar um pouco de mim. Um pouco do que aprendi na infância.

Sou suspeita para falar de Dona Nenga, porque apesar dela ter ajudado tantas pessoas que viviam ao seu redor - com comida, dormida, estudos - , ela cuidou de Queridão ensinando a ele como respeitar uma mulher, como ser amoroso, fiel, otimista e de bom coração. Serei eternamente grata por ter feito de meu marido um homem infinitamente especial. Além disso, sentirei saudades também daquela voz suave e até das suas palavras de ciúme, porque o filho cresceu, se casou e seguiu o seu caminho. 

O ano de 2009 começou saudoso. Mas meu Deus é o Deus do impossível e sei que tudo na vida acontece com a sua permissão. Esse Deus tão misericordioso também era de Dona Nenga, que era uma católica fervorosa. Com esse Deus, tenho certeza de que devemos seguir viagem aqui na Terra seguindo bons exemplos, como o de Dona Nenga. No nosso penúltimo encontro pude dizer a ela o quanto gostava dela. Ela sorriu e disse: "também gosto muito de você e de Seu Celso. Você é linda". 

Apesar de ser espírita e acreditar no reencontro espiritual, a saudade é inevitável e a dor desse sentimento do "até logo" é angustiante. Mas confio em Deus e Ele me dá paz. Que meu marido querido também possa desfrutar de bons sentimentos no peito. Ele já foi feliz por tão uma avó que o amava tanto e cuidava dele a todo tempo. Isso, nem a distância, nem a ausência o fará esquecer. 

Saudade. A palavra de ordem do hoje. 

E jamais poderei escutar a canção abaixo, sem lembrar de Dona Nenga ... 

"Olha o flor da laranjeira
ALÔ BAHIA
Uma flor que tanto cheira
ALÔ BAHIA
Todo mundo já conhece
ALÔ BAHIA
O cheirinho da laranjeira
ALÔ BAHIA

Vou mandar tirar,
Vou mandar tirar..."

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

"Neste ano, quero PAZ no meu coração..."

Eis que, finalmente, chegou 2009. A passagem deste ano foi atípica para mim. Tudo bem que sempre fui supersticiosa no dia-a-dia (não passo por debaixo da escada, nem na frente de gato preto, entre outros), mas, pela primeira vez, resolvi, de fato, reforçar o meu desejo de um bom ano utilizando a sabedoria popular. Fiz de tudo: ritual de despedida (escrevi tudo o que foi ruim em 2008, queimei, refiz minha lista com o que quero para 2009 e guardei num cantinho especial); comi três colheres de lentilha antes da ceia e fiz três pedidos; comi uvas verdes na hora da virada; pulei sete ondinhas (essa sempre fiz) e entreguei seis moedas para amigos e familiares sete minutos antes da meia-noite e guardei uma na carteira. Tudo isso para potencializar e materializar a minha vontade em fazer um 2009 ainda mais feliz. Passei o ano com vestido branco e um cintinho vermelho. Segundo a numerologia, a cor do meu ano será vermelho. Daí não consegui me desapegar do branco e reforcei a cor vermelha nos acessórios - sandálias, cintos e brincos.

Desisitimos de viajar para Maceió e ficamos aqui em casa mesmo, em Piatã. Recebemos um casal de amigos - Michele e Mô Bem - e papeamos até a madrugada. Fiz um bolo de chocolate e um pavê para acompanhar o Bacalhau e o Sarapatel preparado por meu pai. Comemos muito e, mais uma vez, prometemos (eu e Queridão) que a partir de agora vamos fechar a boquinha. Emagrecer está no topo da lista, logo abaixo da saúde e das finanças... ahhahahaha É verdade!!! 

No mais, o Reveillon foi tranquilo e sereno como quero que seja a minha vida este ano. Nossos projetos estão cada vez mais grandiosos e, ao mesmo tempo, discretos... Confiantes, devemos trazer boas notícias logo em breve! :) 

E que este ano tanto eu quanto você possamos vivenciar momentos de otimismo e felicidade. E, caso contrário, que tenhamos forças para suportar a adversidade sem lamentações. 

Um beijo e eu fico por aqui. Ainda estou descansando... até domingo, meu nome é relax! ;) ]

P.A.Z !!!