quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Continuo aqui...

Continuo aqui. 
Observando paisagens. Olhando a vida alheia e a minha.
Continuo aqui.
Com as mesmas expectativas de quem um dia teve tudo. Hoje, quer mais.
Continuo aqui.
Esperando o próximo trem passar.Quero ir ali e acolá.
Continuo aqui.
Olhando o ponteiro do relógio, rezando para mais um dia acabar.
Continuo aqui.
Talvez sim, talvez não.
Continuo aqui.
Buscando respostas quem não vêm. 
Continuo aqui.
Teclando e buscando me entender. 
Continuo aqui.
A espera de algum bendizer. 

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Então é Natal...

Já sinto cheirinho de Papai Noel no ar. Meu coração fica apertado. Não gosto de Natal. Acho a festa a mais triste do ano e, ao mesmo tempo, a mais gostosa... De fato, o Natal desperta meu lado melancólico. Penso na minha vida, nos meus familiares, nos meu amigos e potenciais inimigos. Rezo. Fico ansiosa com a virada do ano. Os 30 últimos segundos de 31 para primeiro me deixam agoniada. Mais uma vez, choro. Nossa...  final de ano para mim é terrível. A começar pelas promessas que faço a mim mesma e não cumpro. 

Já arrumei a árvore de Natal aqui de casa. Já fui atraída pelo comércio. Fazer o quê? Quem tá na roda tem que sambar, né? rsrsrs E já planejei o ano novo com Queridão. Se tudo der certo, vamos acampar pela primeira vez depois de tê-lo presenteado com uma "mansão" de camping no nosso primeiro ano de namoro. Acredite: nunca usamos! O destino? Boiepa, é claro! Pense num paraíso natural? Tudo que preciso para aliviar as tensões de 2008, que não foi um ano tão bom para mim... Já estive em Boipeba no Reveillon de 2004 com amigos e foi perfeito! Mar, mar, mar... Morro de São Paulo, lancha, peixes, suco de mangaba... ô felicidade!!!

Estamos anisosos. Espero que nosso calendário permita. Até agora, tudo certooooo!!! 

Saudade...

Hoje acordei com saudade. Saudade do que passou, saudade do que estou passando e saudade do que ainda vou passar. É. Acordei saudosa nesta manhã de terça-feira. Para ser bem sincera, a saudade é o que me faz viver. É o que me dá esperança. É o que me mostra diariamente que é preciso curtir a vida de forma sublime e a prova de que não existe distância. A saudade é um link para a trajetória da vida.

Nesse post, resolvi reunir pensamentos de escritores, estudiosos e ícones da literatura mundial para tentar definir o que é essa tal saudade. Isso é só para ilustrar, porque saudade boa, mesmo, é a que sentimos. Cada um, de sua maneira. Cada um, de forma singular. 


"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida" (Clarice Lispector )

"..Saudade é amar um passado que ainda não passou,
É recusar um presente que nos machuca, 
É não ver o futuro que nos convida..." (Pablo Neruda)

"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche" (Martha Medeiros)

"A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar" (Rubem Alves)

"Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante" (Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Se recordar é viver...

A música, de fato, consegue me tirar do sério ou me fazer levar a sério. Posso estar em qualquer lugar: supermercado, sala de aula, shopping, loja ou reunião com cliente. Se uma música histórica tocar, não consigo me conter. Não consigo disfarçar. É tão involuntário, para mim, quanto as batidas do coração. E isso demonstra como a canção tem esse poder. Assistindo a programação da GNT, encontrei um programete (não lembro o nome agora) que, justamente, mostra algumas músicas que marcaram a vida de alguns artistas. O da apresentadora do Vídeo Show, Sarah, Malu Mader e Mariana Weickert foram muito emocionantes. Nossa... elas choraram, deram risadas, contaram momentos singulares em suas vidas.E como não sou famosa e nem nada, mas também tenho a minha trilha musical, resolvi listar aqui no meu blog as 10 músicas que se tocarem em qualquer lugar eu paro tudo...
 
 
10: Noites com Sol (Flávio Venturini) - A letra é muito perfeita e otimista. Marcou o início do meu namoro com Thi.
9:Three Little Birds (Bob Marley) - Sinônimo de liberdade. Lembro de Boipeba e dos cinco dias que fiquei naquele paraíso.
8:Where is The Love (Black Eyed Peas) - Auge da minha solteirice aos 19 anos com muitas baladas e aventuras... 
7:Diana (Eu vou varrer, eu vou varrer... Oz Bambaz) - Essa música, para mim, tem cheiro de FIB. Tempo bom que não volta mais.
6:Wherever You Will Go (The Calling) - Época boa, cheia de surpresas. Novos ares. 
5:A Tempestade (Renato Russo) - Essa canção faz parte de muitos momentos da minha vida. Lembro da minha adolescência.
4:Velha Infância (Marisa Monte) - Especialíssima...antiga e atual.
3: É isso aí (Ana Carolina & Seu Jorge) - A música que meu maridão entrou no casamento...
2: Only Time (Enya) - A música de Doce Novembro e que eu também entrei no casamento.
1: Drão (Gilberto Gil) - A música que marca a separação de meus pais. 

Abaixo, algumas canções... 

Noites com Sol



Only Time

Dia desses vou listar as músicas da minha infância. Essas aí eu também sento e choro...

domingo, 2 de novembro de 2008

"De tanto voar, achei você"

O fim de semana já passou. Que pena! :( Hoje foi um dia especial. Eu e queridão fomos ao encontro das Cyberamigas e dos Cyberamigos! hahahahaha Na verdade, Cyberamigas é um grupo de amigas que fiz na faculdade e que, há sete anos, somos todas amigas. Só uma delas mora longe. Foi pra Floripa... 

Como em qualquer relação, já tivemos nossos momentos de crise. Mas muitos poucos comparados aos momentos de felicidade. No início da faculdade, nenhuma ainda era casada. A maioria solteira na bagaceira! Já aprontamos muito, choramos muito e rimos muito. Hoje, eu, Paula, Cacá e Paty estamos casadas. Mimi e Tici logo, logo serão as próximas. Paulinha é a única mamãe... e, com fé em Deus, ano que vem já começo a aumentar a minha família!

Levei strogonof e mousse de maracujá (desculpe, aí, mas meu mouuusse é um sucesso - vou colocar a receita aqui depois). Mimi fez um macarrão ao molho de camarão, Paulinha fez um macarrão com frutas tropicas e Cacá mousse de chocolate. Ticy levou uma torta de nozes... Comeeeeemos muito, relembramos nossas histórias da facul, falamos mal e bem da vida alheia (clllaaaaro) e, como de costume, jogamos Imagem & Ação. As mulheres contra os homens. Quem venceu??? São as mulheres, oba! ahahahahaha 

Nem vou falar muito para Queridão não ficar de fefe (mau humor)... ahahahha Brincadeirinha. Queridão é sucesso na mímica e no desenho!!! No mais foi isso... Chegamos às 13 horas e saímos às 21 horas. Pena que era domingo. Se fosse sábado acho que entraríamos até a madrugada... 

Mudando de assunto... vocês já ouviram a música nova de Cláudia Leitte, Pássaros? É muito linda. Dedico essa canção a meu maridão. "De tanto voar, achei você".

Pássaros

Eu conheço a imensidão do céu
Pássaro que sou,
Mergulharei de vez
Uma vez ou três.
Duzentos por hora, ou algo mais,
Na velocidade de encontrar você
Te merecer
Voar, sem ter onde chegar.
E de lá do céu
Formaremos dois em um só,
Fugirei da chuva,
Beijarei o sol.

Amanheceu
É hora de voar

Sigo meu instinto animal,
Cruzo mil fronteiras
Garimpando amor,
Semeador.
De tanto voar achei você,
Multicolorido exatamente igual
Ao meu astral.

Melhor é voar a dois
E de lá do céu
Formaremos dois em um só,
Fugirei da chuva,
Beijarei o sol,


Amanheceu
Eh hora de voar.



sábado, 1 de novembro de 2008

"Loucura maior nesse escuro ele achar que é estrela..."

Estou cá com os meus botões. Penso sobre o que a vaidade é capaz na vida de uma pessoa. Já atuei em redações, mas o que gosto mesmo é de trabalhar com comunicação organizacional, mais precisamente, a comunicação institucional. E tudo isso pode ser contextualizado num ambiente extremamente contraditório e cheio de vaidades. Aliás, o jornalista por si só é vaidoso e eu me incluo nisso. Talvez porque, para muitos, essa profissão pode ser exercida sem a necessidade de conhecimento científico prévio. Ou, vulgarmente dizendo, "sem sentar a bunda na Universidade", sem diploma. O fato desse não reconhecimento de boa parte da socidade nos leva a uma busca incessante de inserção no imaginário coletivo como sendo um profissional fundamental para o desenvolvimento social. Em contrapartida, apesar de muitos também acharem que a imprensa é o quarto poder, na prática, não somos respeitados como profissionais - a grande maioria que não aparece na Rede Globo. E daí cria-se um ciclo vicioso de vaidades e auto afirmações. Precisamos acreditar que somos importantes. Imagine uma sociedade sem informação? Mas isso me renderia outro post. 

O viés que me instiga a escrever sobre isso remete à necessidade que as pessoas têm em "aparecer" na mídia para massagear seu ego e, com isso, "dormir em paz". Trabalhando nessa área há sete anos,  (sim, desde o primeiro semestre de faculdade consegui estagiar no ramo e não parei mais, graças a Deus) é transparente a relação de simbiose entre as pessoas (fontes ou não) e a mídia. Há uma louca necessidade de sair nos jornais. E isso me irrita demais! Quando as pessoas sabem que eu trabalho com comunicação organizacional e relacionamento com a imprensa elas tendem a me consultar e pedir estratégias para sair na imprensa. Pode? Como isso me irrita...

Mas o ápice da minha angústia sobre isso é quando vejo "artistas" (ou pseudo artistas) usando a ação social como artifício de divulgação e associação de imagem. Tem um cantor de uma bandinha aí que vou lhe dizer... só em ouvi-lo cantar tenho pavor. Para mim, ele é um fake total e oportunista. Adora pongar em campanhas sociais para acionar sua assessoria de imprensa e, em seguida, descumprir um acordo firmado para a sua participação na instituição. Rapaz... isso me deixa P da vida. Acredito que só cresce na vida quem é bom. Quem trabalha de coração aberto. Quando algum cliente chega para mim dizendo que conseguiu fechar uma parceria com tal artista,  pergunto (já sabendo a resposta) qual a contrapartida. Quando ouço a palavra mídia, chego a ficar arrepiada. Mas meu trabalho é justamente esse. Hoje, não me vejo apenas como assessora de comunicação. Mas sim, como educadora. O tempo todo precisamos educar os empresários e criar uma cultura sobre a importância da comunicação nas organizações. Não dá para compactuar com esse mercado.

Por isso, começo a perceber que a vaidade humana é tão traiçoeira quanto a ambição. Quanto mais você tem, mais você quer. E quanto maior a altura, maior o tombo. Mas isso tudo me faz repensar também. Se isso me incomoda tanto é porque chego a ser tão vaidosa quanto o dito cujo. Sei lá... mas minha mãe sempre diz que quando uma coisa incomoda muito no outro é porque é um defeito nosso também. E como disse François La Rochefoucauld, "a vaidade dos outros nos é insuportável, pois ofende a nossa". E é verdade mesmo. Também sou vaidosa, confesso, mas jamais usaria problemas sociais para me auto promover. Aí é abusar da boa fé das pessoas e ter o Rei na barriga. E como bem disse Luciano, da banda Mosiah, "... tem que tirar o rei de dentro da barriga, por quê? Barriga é feita para comida. Cadê? Comida dentro da barriga?"

No mais é isso...

Preciso trabalhar a minha vaidade. Enquanto isso, continuo me irritando...

"Não existe vento favorável para o marinheiro que não sabe aonde ir"

É com esse pensamento do filósofo romano, Séneca, que inicio meu post nesse sábado ensolarado. De fato, hoje deu praia. Acordei cedo e fui caminhar nas areias que tenho a 100 metros de casa. Água cristalina, gelada, ondas fracas e temperamentais. Ora elas vinham com força, ora se quer se transformavam. Assim como o clichê imortalizado por Lulu Santos em sua música "Como uma Onda", estabeleço uma analogia entre a vida e a onda. Observo, sem preciosismo, uma estreita relação. Estamos sempre "no indo e vindo infinito". Algumas ondas são traiçoeiras. Outras, bem amigas. 

E quando ainda estava no mar, lembrei desse filósofo Séneca, que em pleno Império Romano já trazia pensamentos contemporâneos sobre a existência humana e, principalmente, sobre ação e reação. Quando ele utiliza a metáfora "não existe vento favorável para o marinheiro que não sabe aonde ir", Séneca ressalta a importância de termos foco na vida, porque, só assim, conseguiremos atingir um objetivo. Quando seguimos o estilo "deixa a vida me levar", entoado por Zeca Pagodinho, dificilmente conseguiremos alcançar os nossos desejos. Para isso, precisamos deixar claro para nós mesmos o que queremos, mesmo que seja num determinado momento. Quando paro para imaginar a minha vida daqui a cinco anos, percebo que já não é mais o mesmo que queria há três meses. Somos mutáveis. Vivemos de escolhas! Nossos desejos mudam. Graças a Deus! 

Por isso, devemos sempre não apenas mentalizar, como também colocar em prática, pensar estratégias e realizar sonhos. Tem coisa melhor do que você olhar para trás e dizer para você mesmo: eu consegui? Nosssa... é bom demais! Todo esforço é válido. E caso não consiga, não se desespere. Nada acontece por acaso. Essa semana mesmo passei por isso. Estava super confiante que ia passar na seleção do Mestrado, porque consegui uma boa pontuação no projeto (9,2), mas, para minha tristeza, não foi dessa vez. Fiquei super triste quando saiu o resultado, mas hoje estou mais feliz e confiante. Sei que não cai uma folha da árvore sem a permissão divina. E sei, ainda, que o que é nosso ninguém tira. Fiz minha parte. Estudei, comprei livros, me empenhei, deixei de sair, tive foco. Se não consegui é porque, sem dúvida, tinham pessoas mais preparadas do que eu. O que também não significa dizer que preciso ficar deprimida ou com baixa auto-estima por isso. Fui até aonde pude. E, próximo ano, talvez tente de novo. Talvez, não. Até lá, vou redefinir o meu foco. 

Um ótimo fim de semana. E o sol continua lá fora!!!