sexta-feira, 31 de julho de 2009

"Cuide-se como se você fosse de ouro, ponha-se você mesmo de vez em quando numa redoma e poupe-se." (Clarice Lispector)

Sabe aquela máxima popular que virou até música "quem gosta de mim sou eu?". Pois bem. É exatamente isso que tenho pensado nesses dias. Sua mãe pode lhe amar, seu pai com certeza, seu marido idem e seus amigos também. Mas, sem dúvida, quem gosta de você, potencialmente, é você mesma. E gostar de si mesma requer, acima de tudo, aceitação. É preciso aceitar quem somos. É preciso respeitar as nossas vontades e ideias. Tenho vivido boas experiências comigo mesma e por me conhecer tanto já consigo priorizar o que me faz bem e descartar o que vem apenas "sugar" a minha energia.
E por gostar de mim mesma, busquei ajuda médica para reduzir as minhas preocupações patológicas - o que está me fazendo um bem danado - e, ao mesmo tempo, voltei a me preocupar com a materialização do meu eu: meu corpo. Passei uns quatro anos focada em trabalho, estabilidade financeira e realização profissional. Depois de experimentar longas tentativas, percebi que trabalho é sempre trabalho, realização profissional não é se especializar apenas em algo e estabilidade financeira é um mito que tentarei alcançar, ainda, nos próximos anos. O que trago comigo dessa experiência é que não posso atingir tudo isso ao mesmo tempo agora se o mais importante - a minha paz - for colocada em xeque. Se o meu interior foi revirado pelo avesso, rasurando a minha estética.
Depois de sofrer um pouquinho - o pouquinho aqui é eufêmico, viu? kkk - concluí que preciso me reconhecer. Preciso gostar de mim, preciso me enxergar como aquela que foi construída por sua história sem descartar os meus sonhos e ideais. Por tudo isso, redobrei a minha atenção de dentro para fora e de fora para dentro. De dentro para fora busco trabalhar a minha espiritualidade, respeitar o meu silêncio, refletir mais sobre mim mesma, mudar hábitos e me reformar intimamente. O trabalho é longo e árduo, mas sou persistente. De fora para dentro, tento aliar a minha aparência com os meus sentimentos. Estou firme e forte na academia e já começo a perceber mudanças físicas, parei de roer as unhas (anran.. eca, né? kkk eu adorava!), minha alimentação evoluiu bastante e priorizo alimentos integrais (vou agora buscar os orgânicos), agendei médicos especializados para me acompanhar nesse processo, dermatologista, endocrinologista e fisioterapeuta,entre outros. Queridão disse que não sabe para quê tanto médico e eu respondi: "quem gosta de mim?" kkkkk Ele mesmo completou a frase! Por que não interessa o que o outro quer que você faça. Você precisa fazer o que você quer realizar. É você quem sabe como preenche as suas lacunas e as suas necessidades. Hoje, estou muito mais aberta para a vida, porque, neste momento, percebi que viver é melhor que sonhar.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

"E quando vejo o mar existe algo que diz que a vida continua e se entregar é uma bobagem..."

Engraçado como somos, de fato, os donos das nossas próprias escolhas. Ontem, cheguei cedo ao congresso que aconteceu no Hotel Pestana e, ao invés de ficar sentada numa daquelas cadeiras solitárias, resolvi dar uma volta pelo local, mesmo sozinha. De reprente, encontrei uma porta aberta e um barulho forte. Resolvi entrar para ver o que era. E lá encontro: um mar revolto, verde-azul com pedras ao seu redor. O visual era tão interessante e simbólico que resolvi sentar ali mesmo, no chão. Fiquei totalmente hipnotizada com o balanço das ondas. Nossa.. fui até a infância e voltei. Senti uma paz interior que me trouxe à tona um monte de questionamentos que tenho me feito nesses 26 anos de vida. Obtive algumas respostas, outras se dissiparam naquele silêncio. Foram 40 minutos de contemplação. Parecia que estava fora da Terra e em outra atmosfera. A sensação mais marcante que tive foi a liberdade. Como é bom ser livre. Como é bom agir com o coração. E nesse resgate de memória lembrei de Boipeba, uma viagem que fiz com uma grande amiga minha Paty. Nossa... no auge da faculdade. Sem compromisso, sem responsabilidade. O mar de Boipeba para mim será sempre inesquecível. Tomamos banho de mar à noite e a lua parecia querer falar com a gente. Recomendo a todos. Vale a pena.
A imagem do mar também me fez lembrar dos meus medos. Dos meus receios. Das minhas dores. E com aquele turbilhão de paz consegui pontuar e fazer uma faxina interna. Coloquei cada item na prateleira certa. A vontade que tive foi de tomar um banho daqueles. Ficar horas e horas boiando naquelas águas. Resgatei, ainda, que aqui perto de casa também há um mar lindo e atraente, que pouco vou visitá-lo. Preciso ir mais vezes às areias de Piatã. O que senti ontem quero sentir mais vezes. Flutuei em meus pensamentos. Naveguei pelas minhas lembranças e senti saudade. Foi então que chorei. Afinal, as lágrimas são a materialização dos nossos sentimentos. O Congresso, sem dúvida, teve um novo sabor para mim. Muito mais do que lingüística, esse evento trouxe para a minha realidade a importância de valorizar a natureza. O infinito do mar me fez enxergar, ainda, que podemos ser o que quisermos. A nossa essência não é limitada. Não é mensurável e pontual. Hoje acordei mais leve e desejando que chegue logo sábado. Quero me esbaldar naquelas águas salgadas.

terça-feira, 28 de julho de 2009

"Vivemos esperando dias melhores"

Não escrevi ontem e nem hoje mais cedo, porque estou participando de um congresso aqui em Salvador. Daí, não deu! :( Mas fico com o coração apertado quando não escrevo, porque durante todo o dia percebo empiricamente quantas coisas ainda precisam ser registradas neste blog com a finalidade de compartilhar algumas opiniões e vivências. Além disso, esse espaço me permite, de forma didática, assimilar idéias que existem em meu pensamento mas que, muitas vezes, somem na imensidão dos fatos.
E hoje quero abordar um tema que, certamente, todo mundo já teve ou se ainda não teve terá. Desculpa, não é praga. Mas é natural. Tudo vai depender da sua perspectiva. Quem aqui nunca teve problemas? Quem aqui nunca ficou uma noite sem dormir preocupado? Quem aqui nunca chorou com dor na alma? Pois bem. Eu já tive e tenho problemas diariamente. Uns aparecem do nada. Outros parecem que não vão desaparecer nunca. Já alguns chegam com prazo de validade. O bom em ter problemas é saber que eles tendem a ser dissipados. Alguns, insistem em deixar resquícios e sua "cura" não é imedita. Mas o tempo, a força de vontade, a fé, o pensamento positivo e a atitude são grandes desatadores de nós. Ainda bem, viu? rsrsrs
O bom mesmo é a certeza de que dias melhores sempre aterrissam em novas vidas. Esses dias nos mostram, ainda, que vale a pena viver. As últimas vinte e quatro horas são passado.


Dias Melhores
Jota Quest
Composição: Rogério Flausino

Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos
Para trás
Oh! Oh! Oh! Oh!...

Vivemos esperando
O dia em que
Seremos melhores
(Melhores! Melhores!)
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo
Oh! Oh! Oh!...

Vivemos esperando
O dia em que seremos
Para sempre
Vivemos esperando
Oh! Oh! Oh!
Dias melhores prá sempre
Dias melhores prá sempre
(Prá sempre!)...

Vivemos esperando
Dias melhores
(Melhores! Melhores!)
Dias de paz
Dias a mais
Dias que não deixaremos
Para trás
Oh! Oh! Oh!...

Vivemos esperando
O dia em que
Seremos melhores
(Melhores! Melhores!)
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo
Oh! Oh! Oh!...

Vivemos esperando
O dia em que seremos
Para sempre
Vivemos esperando
Oh! Oh! Oh!...

Dias melhores
Prá sempre...(4x)

Uh! Uh! Uh! Oh! Oh!
Prá sempre!
Sempre! Sempre! Sempre!...


sábado, 25 de julho de 2009

"O meu Deus é o Deus do impossível..."

Não, não sou evangélica. Por falar sempre em Deus, muitas pessoas acham isso. Não vou aos cultos, não leio a bíblia deles e também não acho que vivo num mundo especial. O que não significa dizer que não fique tocada e sensibilizada quando ouço a "palavra" de Jesus ou que não choro ao ouvir as canções de Aline Barros. Também não sou católica, apesar de ter sido batizada com toda a tradição da Igreja Católica. Também não vou à missa aos domingos e nem em outros dias da semana. Aliás, aquele ritual me angustia muito. Não consigo decorar aquelas palavras e termino me sentindo uma grande artista em busca da melhor performance. A bíblia católica também não faz parte das minhas leituras. O que também não significa dizer que não me emocione quando vejo pela televisão a missa de Marcelo Rossi ou ouço alguma de suas canções.

Para mim, o que vale mais, de fato, é o Deus que carrego no coração. O meu Deus é tão grandioso, é tão soberano, é tão bom e especial, que ele ultrapassa qualquer convenção estabelecida pelos homens. O meu Deus não castiga. O meu Deus não exige o que não posso dar, porque Ele sabe as minhas reais necessidades. O meu Deus é o Deus dos milagres. É fiel. É bondoso. Não é um Deus vinculado a nenhuma instituição dessas. Entretanto, acho bonito e válido todas essas religiões, porque conseguem levar alegria, fé, esperança e amor aos lares. Através delas é possível acreditar mais na vida e em Deus. Todas às vezes que vou a uma igreja choro muito. Choro mais por perceber que ali dentro as pessoas estão precisando de conforto, paz, amor e esperança. A fé alheia me comove e muito. É a fé que muda o nosso destino. É a fé que nos permite a nossa melhora interna.

As minhas tentativas aqui na Terra giram em torno dos ensinamentos do Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec. Digo isso, porque ser espírita, para mim, é uma grande tentativa. Requer paciência, requer força, requer, acima de tudo, amor ao próximo. Afinal, é fácil e prazeroso gostar de quem gosta da gente. O difícil é amar aquele que nos quer mal, que não gosta da gente. É ter caridade no coração quando sua vida vai as mil maravilhas. Quando você não precisa de ajuda. É olhar o outro como quem vê um irmão. Isso, para mim, é ter Deus no coração. E, confesso, que não consigo realizar parte dessas ações com tanta naturalidade. E é aí que preciso evoluir. É aqui que se localiza a minha tentativa em ser melhor.

Acredito na reencarnação, acredito que do outro lado há vida sim e que poderei reencontrar as pessoas que conheci aqui. Se deixar de acreditar nisso, acho que minha vida perde o sentido. Preciso dessa afirmação para me tranqüilizar. Para motivar a minha esperança na vida e no outro. Entretato, gostaria de ressaltar que não importa qual seja a sua religião ou a sua filosofia de vida, o relevante é ser bom. É colocar em prática os ensinamentos de Deus que são universais, como "fora da caridade não há salvação", "amai ao próximo como a ti mesmo", "perdoe setenta vezes sete...", entre outros.

Vamos celebrar o amor de Deus. Do seu jeito. Do nosso jeito. Do jeito que toque o seu coração e mude a sua vida.

Bom fim de semana a todos! :))


Deus do Impossível - Aline Barros

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Seja Retado, você também! :)

No último fim de semana, assisti dois filmes que gostaria de indicar aos leitores do Bendizer que, muitas vezes, estão em busca de palavras de conforto, assim como eu! rsrsrs Um chama-se Prova de Fogo e aborda de forma bem humanizada o relacionamento a dois e a importância de Deus no casamento. O segundo, Desafiando Gigantes, desperta uma grande reflexão interna que, sem dúvida, pode mudar a sua vida. Não precisa nem dizer que chorei e muito com tanta mensagem positiva. Os dois mexeram muito comigo e, por isso, resolvi compartilhar aqui no blog. Se puder, assisita o quanto antes !!! :)
Além disso, como vocês podem perceber do lado direito deste blog tem um banner da campanha Sou Retado, Seja Também, da qual eu e Queridão fazemos parte. Essa campanha tem como finalidade ajudar as crianças com câncer atendidas pelo Nacci, entidade que realiza, há mais de 13 anos, um trabalho social sem contribuição do Governo. O grande mentor dessa iniciativa é seu Clayton Oliveira, que tem um coração enorme, e conquistou a rede de lanchonetes Sandwich Hall, idealizador da campanha. Este ano, a ação possui como padrinhos Alinne Rosa (Cheiro de Amor), Denny (Timbalada) e Carla Perez. Eles vão motivar a venda do sanduíche Retado, no próximo dia 6, nas unidades da Sandwich Hall, e toda renda será revertida para o Nacci. Além disso, nesse mesmo dia à noite eles vão fazer um grande show beneficente no Bahia Café Hall, a partir das 20 horas, com convidados especiais. Os ingressos custam R$ 20 e dá direito a um sanduíche. Não é o máximo? Eu estarei lá firme e forte, se Deus quiser! Vamos todos abraçar essa campanha? Vamos mostrar para a garotada que vale a pena lutar pela vida? Vamos encher o coração delas de esperança e amor? :))
Conto com meus queridos amigos e leitores do Bendizer! :))



Cenas do filme Prova de Fogo - ASSISTAM! :)





Desafiando Gigantes...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

"Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência, e a fé"

É preciso ouvir o coração. É melhor dar vazão e respeitar a intuição. Sempre fui muito intuitiva. Meu coração costuma me orientar e me guiar diariamente. Pode ser um sonho, uma sensação estranha, um frio na barriga... Mas, às vezes, sou teimosa e jogo essa intuição para escanteio. Vem o aprendizado com dor. Outras, na grande maioria, sigo o que ela me diz. Fico mais tranqüila e os passos são mais acertados. Percebi que não adianta insistir quando os sinais revelarem que não será bom. Que o que desejas não ocorrerá como gostaria ou, até mesmo, que o que você pensa que desejas não é, de fato, para o seu bem.
Nos últimos dias entrei em conflito com a minha intuição. Queria vencer o medo de tentar, mesmo sabendo que essa tentativa talvez não fosse para me trazer alegrias e não estivesse casada com as minhas perspectivas de futuro. Por teimosia, segui em frente. Mas meu coração não ficou tranqüilo. Muito pelo contrário, me questionei. "E se der certo é isso que vou querer?" O que me conforta é que Deus sabe o que é melhor para a gente e sempre entrego para Ele a minha vida. Afinal, nada acontece por acaso. Por isso, aguardo a informação definitiva. Mas, confesso, que meu coração já sabe a resposta. Uns dizem que isso é pessimismo, eu prefiro utilizar o nome realismo. Um passo de cada vez. Não adianta acelerar a correnteza do rio. Nesse processo, ainda preciso me redescobrir. De fato, talvez eu seja realista demais.


Toda Espera

(Jorge Vercillo)
Toda espera

É,a paciência
Foi pela vida inteira
O meu escudo
Quando o mundo disse:não

A arma branca,as lágrimas de fé
A resistência
É a força da mulher

Se eu ando distraída assim
Me deixe só
Que tô buscando
Em pensamento o meu amor
E meu olhar
Distante,deixe lá
Que em pensamento
Meu amor vem me buscar

Te quero,espero
Eu tô te vendo chegar

É a esperança
É como cristaleira
Resiste ao tempo
E as boladas que levou
Mulher rendeira
Não dá ponto sem nó
Bordou no linho
Toda espera de um amor

Sou uma seringueira
Aberta a te esperar
Tô te trazendo
Em pensamento só pra mim
Eu bem tava dizendo
E olha lá
Pois cedo ou tarde
Toda espera tem seu fim

Te quero,espero
Eu tô te vendo chegar

segunda-feira, 20 de julho de 2009

"Quantas coisas perdemos por medo de perder" (Paulo Coelho)

Sempre fui muito corajosa para enfrentar a adversidade da vida, mas percebo que com o passar dos anos essa minha coragem começou a entrar em conflito. Acredito que isso tem a ver com o medo de me expor e com a possibilidade de riscos que, até então, não conseguia identificar ou não me preocupava, de fato. Digo isso, porque sei que preciso combater os meus medos. Aquele friozinho na barriga é natural, mas recuar por medo de fracassar é covardia. Vivo um momento de paz. Agora há pouco, enquanto tomava banho - eu adoro tomar banho ouvindo música - tocou uma das músicas mais lindas que conheço, Tocando em Frente, de Almir Sater, e um verso soou diferenciado: "é preciso paz para poder sorrir". O que é bem verdade. Como sorrir de coração e de alma - não aquele amarelo e falso - sem ter a paz no coração? E o medo consegue tirar a nossa paz. Martiriza os nossos corações e reforça a fraqueza humana.
Esses dias resolvi enfrentar um desafio. Um daqueles. Sabe aquele desafio que você mesmo sem querer diz: "ai meu Deus, será que consigo?". E esse pensamento deixou meu coração fechado por alguns instantes. Foi, então, que resolvi retomar ao ponto de partida. Tenho um grande desafio a enfrentar e que pode me trazer muitas alegrias. Por que ter medo de tentar? Por que ter medo de perder? Por que ter medo de me questionar? Seria, eu, tão orgulhosa ao ponto de achar que não mereço ser testada? E, depois dessa reflexão interna, resolvi que não vou apenas tentar como também darei o meu máximo. Darei o melhor que há em mim certa de que a sabedoria virá com a intuição divina. Acredito nisso.
Ontem acordei com o coração tranqüilo e certa de que preciso ser apenas eu. E se o meu eu não for o bastante é porque lá na frente algo novo surgirá. Deus, mais uma vez, veio até mim e me acalmou. E a fé veio com força. Senti aquele friozinho de iniciante, que logo, logo se dissolveu em esperança. Precisamos perder o medo para vivermos em constante movimento. Para traçar novos caminhos e novas chegadas. Precisamos vencer o medo para materializar o amor de Deus.